Dívidas e Soluções

Dicas e relatos pra ajudar pessoas endividadas a encontrarem uma solução

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Dicas para negociar taxas de juros e pagar menos

O consumidor que adquire um financiamento ou empréstimo, muitas vezes, se preocupa apenas com o valor da parcela a ser paga. Especialistas dão dicas de como calcular os juros e garantir as melhores taxas do mercado.
Imagem: internet

Sobre o cálculo dos juros os especialistas dão algumas dicas. O consultor financeiro pessoal Kleber Rebouças diz que o consumidor deve olhar para o custo efetivo total (CET), ao invés da taxa de juros. “Quanto menor o CET, mais barato é o financiamento. De uma forma simples, basta dividir o valor total pago ao longo do financiamento, pelo montante tomado em empréstimo subtrair 1 e multiplicar por 100”, ensina. Como exemplo cita: tomou emprestado R$100 e pagou 12 parcelas de R$10, total R$ 120 (CET = 120 / 100 - 1 x 100 = 20%).

O economista e professor Allisson Martins observa que os sistemas de amortização (sistema de pagamentos) mais utilizados nos empréstimos e financiamentos são os da Tabela Price e o Sistema de Amortização Constante (SAC) e cada um destes sistemas possuem maneiras diferentes de cálculo de juros. “Sugere-se que os consumidores utilizem simuladores, aplicativos e planilhas disponíveis na internet”, afirma.

Miguel Ribeiro destaca que a Anefac tem pesquisas que demonstram que o consumidor olha somente o valor da prestação e não se preocupa com os juros pagos, o que é um erro. Para calcular os juros ele sugere a “Calculadora do Cidadão” do Banco Central (http://www.bcb.gov.br) que simula operações do cotidiano financeiro a partir de informações fornecidas pelo usuário. Lembra que a maioria dos consumidores não dispõem de uma calculadora financeira para calcular os juros compostos e com essa ferramenta é possível fazê-lo.

O economista Gilberto Barbosa também ressalta que os juros são calculados em regime composto. Ou seja, juros sobre juros. Adianta que a fórmula matemática pode ser encontrada em http://www.somatematica.com.br/emedio/finan3.php.

Saiba mais 
O que é empréstimo bancário?

É um contrato entre o cliente e a instituição financeira pelo qual ele recebe uma quantia que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. Os recursos não têm destinação específica.

O que é financiamento?

Assim como o empréstimo bancário, o financiamento também é um contrato entre o cliente e a instituição financeira, mas com destinação específica dos recursos tomados, como, por exemplo, a aquisição de veículo ou de bem imóvel.

Geralmente o financiamento possui algum tipo de garantia, como, por exemplo, alienação fiduciária ou hipoteca.
Fonte: O Povo
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sábado, 22 de outubro de 2016

Psicanalista mostra como fugir das emoções que ameaçam seu bolso

Adquirir conhecimento técnico, mas não levar em conta o peso das emoções nas decisões financeiras. Este é, para a psicanalista Márcia Tolotti, um dos maiores erros cometidos por quem quer se relacionar bem com o dinheiro.

Autora de "As Armadilhas do Consumo" (Editora Campus), a psicanalista se dedica há alguns anos a estudar o impacto das emoções na maneira como as pessoas lidam com o consumo, fazem investimentos e administram suas dívidas.

"Não somos tão livres como pensamos quando fazemos nossas escolhas de consumo", diz Márcia Tolotti. "Quando compramos algo, escolhemos mais do que uma marca. Escolhemos os atributos que relacionamos a essa marca, como elegância, poder e aventura", afirma.

Imagem: Thinkstock
ACHAR QUE TODAS AS DECISÕES SÃO RACIONAIS - A psicanalista Márcia Tolotti diz que, quando tomamos decisões relacionadas ao dinheiro, sofremos duas interferências negativas: da má educação financeira e das emoções. É um erro, assim, achar que basta conhecimento técnico para se dar bem nos investimentos. É preciso também ter autoconhecimento emocional.

Imagem: Getty Images
AGIR EM MOMENTO DE TRISTEZA OU RAIVA - Duas emoções que fazem com que as pessoas ajam de maneira impulsiva são a tristeza e a raiva. "A raiva atrapalha o raciocínio e causa uma 'cegueira estrutural'. A tristeza faz com que a gente não dê muito valor para o que possui", diz Márcia Tolotti. Numa situação assim, diz a psicanalista, um investidor, pode, por exemplo, vender uma ação por um preço muito baixo.

Imagem: istockphoto
DEIXAR-SE LEVAR PELO "EFEITO MANADA" - O efeito manada é percebido, por exemplo, quando uma pessoa se decide por um tipo de investimento porque viu que outras pessoas se deram bem. Nessas situações, o investidor pouco se preocupa em entender o mercado financeiro, porque tem certeza de que aquela empresa terá um bom resultado.

Imagem: Thinkstock
COMPRAR IMPULSIVAMENTE - "Dois segundos e meio depois da decisão de compra, somos inundados pela dopamina", diz Márcia Tolotti, citando o hormônio responsável pela sensação de prazer. Por isso tanta gente compra mais do que pode e acaba se endividando. Avaliar a real necessidade da compra e não consumir por impulso são as formas de se evitar essa armadilha.

Imagem: Alex Almeida/Folhapress
BOICOTAR-SE - Um investidor compra uma ação e estabelece que irá vendê-la quando o papel atingir um determinado valor. Mesmo quando esse valor é atingido, porém, ele não se permite ter essa recompensa. Em vez disso, decide adiar a venda, na expectativa de um valor mais alto que no fundo ele sabe que dificilmente será alcançado. "É uma espécie de autoboicote", diz Márcia Tolotti.

Imagem: Shutterstock
AGIR BASEADO NA CULPA - "A culpa é uma moeda muito cara", define Márcia Tolotti. Pais que tentam reparar sua ausência no dia a dia dos filhos comprando coisas para eles, por exemplo, estão agindo por meio desse sentimento, o que pode levar a um descontrole financeiro. É preciso parar e pensar se essa é a motivação de uma compra. Se for, evite-a.

Imagem: Marcelo Justo/Folhapress
SER CONSUMISTA - Não há nada errado em consumir, diz a psicanalista. Mas é preciso saber diferenciar o consumo do consumismo, e fugir deste último. "O consumo gera conforto se eu consigo pagar e não tira minha capacidade de investimento no longo prazo. Sobre o consumismo a pessoa não tem controle: ele leva ao endividamento e prejudica a capacidade de investimento".

A psicanalista cita diversas emoções que estão relacionadas ao consumo, como vaidade, insegurança, inveja, tristeza e frustração. Ter autoconhecimento, diz ela, é importante para que as pessoas saibam o papel dessas emoções nas decisões do dia a dia e evitem cair em armadilhas.

"Quando a pessoa está triste, ela não dá muito valor para as próprias posses. Isso pode fazer com que ela venda uma ação a um preço muito baixo, por exemplo."

"Pessoas estão deslumbradas com o crédito"

Márcia Tolotti, que ministra palestras de educação financeira dentro de empresas, diz que cada vez mais as pessoas veem o consumo como um caminho para a cidadania. "Muitas pessoas estão deslumbradas não só com relação ao consumo, mas também com relação ao crédito", diz.

O risco, diz ela, é confundir consumo com consumismo. "O consumista muitas vezes não consegue pagar nem usar tudo o que compra. Ele impede que a pessoa se planeje no longo prazo", diz.
Fonte: UOL

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Conheça e evite 7 hábitos que te fazem gastar mais do que ganha


iStock
O que leva alguém a ficar endividado, a nunca conseguir guardar dinheiro? A resposta é simples: gastar mais do que ganha. Mas quais são os motivos que levam a esse descontrole financeiro?

Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Dsop Educação Financeira, são sete os fatores que impedem as pessoas de cumprirem a eterna promessa de colocar as contas em ordem. São eles:

1) Falta de planejamento
Getty Images
Não saber quanto ganha e quanto gasta é o principal fator de descontrole financeiro. "As pessoas não percebem que o descontrole acontece por conta dos pequenos gastos, e não das grandes despesas", diz Domingos. Para corrigir isso, é preciso começar pelo orçamento doméstico.

2) Falta de educação financeira
iStockphoto
É raro que alguém tenha aprendido a lidar com o dinheiro desde a infância. Normalmente, o assunto dinheiro é tratado em família quando acontece algum problema, como desemprego. Nesse caso, vira um assunto tabu, que ninguém gosta de tratar. Segundo Domingos, é importante que a família toda participe das decisões a respeito do uso do dinheiro e que as crianças sejam ensinadas desde pequenas a lidar com ele, por meio da mesada.

3) Crédito fácil
Getty Images/iStockphoto
O descontrole também pode chegar no abuso do crédito fácil, como cheque especial e cartão de crédito e também os créditos para endividados. Essas linhas de créditos têm os juros mais altos do mercado. O ideal é evitar. Caso já esteja endividado, procure linhas de crédito mais baratas ou até mesmo venda algum bem. "Também é interessante não ter limite de cheque especial e evitar os empréstimos e crediários", diz.

4) Parcelamentos
Getty Images/iStockphoto
O parcelamento é uma das maneiras mais perigosas de perder o controle das finanças, porque as pessoas não percebem que já estão se endividando. O parcelamento é uma forma de crédito, pois você está usando um dinheiro que não possui para comprar um produto.

"Se a soma das suas parcelas, inclusive prestações do cartão de crédito, superarem 30% da sua renda líquida, você já está no caminho do superendividamento", diz Domingos. Caso o parcelamento seja necessário, ele deve constar do orçamento mensal e, assim que receber os rendimentos, já deve separar o valor para pagar a dívida. Tenha também uma reserva de emergência para arcar com despesas imprevistas.

5) Falta de objetivo
Getty Images/iStockphoto
Quem não tem um objetivo para o uso do dinheiro é mais propenso a gastar de forma irresponsável. "Isso decorre pela falta de capacidade das pessoas de sonhar, vivendo apenas o presente".

Para escapar disso, Domingos sugere fazer o seguinte exercício. Pense sobre quais são seus sonhos para o futuro. Depois, dê um prazo para que eles aconteçam. Esse prazo deve ser realista, levando em conta o orçamento. Tendo isso estabelecido, poupe para esse fim.

"Assim que realizar um sonho, já planeje outro", diz. O ideal é ter três objetivos: um de curto prazo (até um ano); um de médio (entre um e 10 anos) e um de longo prazo (acima de 10 anos).

6) Comprar por impulso
Thinkstock
O incentivo a comprar e gastar é diário, por meio das ações publicitárias. "As mensagens são muitas, e as pessoas passam a acreditar que parte do que é oferecido é realmente necessário", diz Domingos.

O caminho para evitar isso é não comprar por impulso. Questionar se realmente precisa do produto. Outra dica é deixar para comprar em outro dia, quando terá tempo para refletir se realmente precisa dele.

7) Necessidade de status
Getty Images
Achar que consumir é importante para ser aceito na sociedade faz com que se compre sem ter condições. "É importante que se viva dentro do seu padrão, sem querer aparecer para os outros", diz Domingos. Se quiser comprar algum bem, estabeleça como irá poupar para isso e em que prazo. "Endividar-se para consumir não é aconselhável", diz.
Por:Sophia Camargo
Fonte: UOL
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

ESTOU ENDIVIDADO. O QUE FAÇO AGORA?

PRIMEIRAMENTE, O QUE SERIA UMA DÍVIDA?

Sem dúvidas, o endividamento é um dos grandes problemas da nossa sociedade atual. Mas será que as dívidas são mesmo um problema tão atual? A resposta é NÃO. De acordo com David Graeber, um antropólogo que estudou a história do dinheiro, o endividamento é natural do ser humano e o sistema de crédito veio antes mesmo da moeda ser inventada. O primeiro registro de endividamento é de 3 mil anos a.C.


Consultando o Dicionário Aurélio, chegamos à conclusão de que a palavra dívida refere-se a tudo aquilo que se deve. Pode ser tanto um dever moral (dívida de gratidão), quanto a falta de cumprimento de um dever (a culpa). A dívida também pode ser encarada da perspectiva religiosa: “deve-se rezar para pagar as suas dívidas, que existem por causa de um pecado”. Há também a dívida do ponto de vista da honra (por exemplo, aquelas feitas em jogos), cujo pagamento garante-se apenas pela honestidade do devedor. Há também a dívida no sentido de endividamento público, que se refere a um conjunto de compromissos e encargos do Estado. Resumindo, a dívida existe “desde a religião, em que devemos nossa vida a Deus, até o pagamento de impostos ao Estado” (palavras de David Graeber) e sempre envolve o compromisso entre as partes.

A dívida permeia as relações de poder – entre o mais forte e o mais fraco – e sempre foi assim. A vitória de um povo sobre o outro resulta em uma dívida daquele que sofreu a derrota. A ideia de dívida era uma das armas mais potentes usadas pelos poderosos para controlar as pessoas e, assim, garantir a obediência. Se pararmos para pensar, a relação existente entre credor e devedor não é muito diferente.

COMO SEI QUE ESTOU ENDIVIDADO E COMO ISSO ACONTECE?

Os culpados pelo endividamento não são os cartões de créditos, muito menos os cheques especiais. Eles são apenas ferramentas de gratificação imediata. Os maiores culpados somos nós mesmos, pois é o nosso comportamento que pode nos colocar em uma “furada”. Mas como tudo acontece? Vamos ver…

Consideremos o clássico exemplo do cartão de crédito, uma das ferramentas que podem ser verdadeiras ARMADILHAS na nossa vida financeira! E o que não faltam são empresas oferecendo essa tentação.

Pois bem… suponhamos que você tenha cedido à tentação e, em um mês em que o dinheiro está escasso, usa o cartão de crédito. No mês seguinte, paga normalmente. Mas no outro, está novamente desprovido de dinheiro e resolve pagar o valor mínimo da fatura. E isso acontece no próximo mês, e no outro, no outro… e assim por diante. Enquanto isso, você continua fazendo suas compras tranquilamente no cartão e a fatura continua aumentando. Como está fazendo o pagamento mínimo, seu crédito continua bom e, assim, outras empresas vão lhe enviando cartões… e você faz mais compras. Quando percebe, já está com cinco cartões de crédito, cada um de uma empresa diferente, e começa a pagar o mínimo de todos eles. Um dia, acaba notando que os valores mínimos das faturas estão tão altos que fica difícil pagar: você estourou o limite dos cartões. Com tanta dificuldade, você deixa de fazer alguns pagamentos. As faturas totais, então, aumentam assombrosamente, mesmo porque o pagamento mínimo implica na aplicação de juros altos, somente notados nos meses seguintes. Quando chega a esse ponto, não consegue mais solicitar novos cartões. O valor devido, então, passa a não caber dentro da sua renda mensal. Não tenha dúvidas, você está ENDIVIDADO.

PERFIL DO ENDIVIDADO: QUEM DEVE MAIS (INADIMPLENTES) E QUEM PAGA MAIS (ADIMPLENTES)

Atualmente, 90% da população brasileira está endividada. Você sabia? Essas dívidas vão desde pequenas compras no mencionado cartão de crédito aos altos empréstimos ou financiamentos. Conheça o perfil dos brasileiros endividados e, em contrapartida, aqueles que estão em dia com os seus pagamentos. Confira os dados no infográfico abaixo:

Fonte Infográfico: Revista Exame
TIPOS MAIS COMUNS DE ENDIVIDADOS:

Agora que você já sabe o que é uma dívida, a sua origem e o perfil das pessoas que mais devem, conheça os tipos mais comuns de endividados:
Ativo: é aquela pessoa que sempre está contraindo dívidas e alega que teve imprevistos;
Sobreendividado: vive sempre em situações financeiras periclitantes. Está sempre com o cartão de crédito estourado e não hesita em fazer empréstimos ou dividir suas compras em altas parcelas no cartão de crédito. É o perfil de pessoa que pode chegar à falência;
Passivo: é o endividado que realmente contraiu uma dívida porque passou por um imprevisto (desemprego, doença, morte ou separação) e precisou.

PRINCIPAIS DÚVIDAS A RESPEITO DE DÍVIDAS:

Como posso saber se o meu nome está ‘sujo’?

Você pode verificar a sua situação através de uma consulta de seu CPF. Basta procurar a filial do SPC/Serasa mais próxima.

Como posso saber se estão me cobrando juros abusivos?

A melhor forma é procurar um advogado que atue na área de Direito do Consumidor e Bancário, para que o mesmo analise minuciosamente a sua dívida.

Como faço para ‘limpar’ o meu nome?

A maioria das pessoas se desespera ao ver que o nome está restrito (ou, ‘sujo’). Mas isso não é necessário: sim, é possível se livrar das dívidas e limpar o seu nome! Após procurar um advogado especialista na área, ele entrará com um processo de revisão da dívida e, se identificada a cobrança de juros ou taxas abusivas no saldo devedor, será solicitada a extinção daquele determinado valor considerado indevido/ilegal. O valor da dívida diminuirá consideravelmente. Logo depois, será solicitada uma proposta de um acordo que esteja dentro das suas condições financeiras. Assim, a dívida poderá ser quitada totalmente e retirar seu nome dos órgãos de proteção ao crédito.

Se conseguir renegociar minha dívida, poderei voltar a fazer compras a prazo?

Você poderá voltar a fazer compras quando realizar o pagamento da primeira parcela da renegociação da sua dívida. O prazo para essa liberação é de 5 dias.

A dívida prescreve? Em quanto tempo?

A dívida não é extinta, ou seja, não existe a preescrição da dívida em si. O que existe é o fim do prazo que as instituições financeiras têm para cobrar judicialmente por ela. Esse prazo é de 5 anos.

E ENTÃO? QUAL A CONCLUSÃO QUE PODEMOS CHEGAR SOBRE AS DÍVIDAS?

Sabemos que as dívidas afetam a vida pessoal de qualquer cidadão. Portanto, se você não quer passar por dores de cabeça, desestruturação familiar e noites em claro, mude alguns hábitos na sua vida. Lembre-se que as dívidas podem se transformar em grandes bolas de neve. É necessário que haja controle e planejamento. Elimine gastos surpéfluos para ter condições de pagar todos os seus compromissos em dia.

Antes de assumir qualquer compromisso financeiro, avalie opções de crédito que mais se enquadrem em seu perfil, sempre pensando nos juros. Quer exemplos? O empréstimo consignado possui taxas de juros inferiores, se comparadas às do empréstimo pessoal. Os empréstimos, por sua vez, cobram mais juros que a carta de crédito para a compra de veículos. Quanto aos cartões de crédito e cheque especial, já sabemos que possuem juros salgados! Então… qual é a melhor opção? De qualquer forma, fique sempre de olho nas cobranças, a fim de evitar taxas e juros abusivos.

DICAS FINAIS (PARA VOCÊ GUARDAR DE UMA VEZ POR TODAS):

Auxiliado por um advogado especializado na área do Direito do consumidor, procure os credores para negociar as suas dívidas;

Para evitar o acúmulo de contas e, consequentemente, de juros, pague os seus compromissos sempre em dia;

Faça um planejamento financeiro mensal e nunca gaste mais do que pode.

Controle suas finanças. Não deixe que elas controlem você!
Por Daysi Pacheco
Fonte: andremansur.com.br
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Dia das Crianças - CUIDADO com as superpromoções

Imagem: internet
Palavras como liquidação e saldão são usadas para atrair clientes em época de crise


Segundo dados do Banco Central, com a crise econômica, as famílias brasileiras passam pelo maior endividamento dos últimos 10 anos. No entanto, é difícil quem resista a presentear filhos, sobrinhos ou netos no Dia das Crianças. Com a data se aproximando, no dia 12 de outubro, é necessário ficar atendo na hora das compras.

Gil Deschatre, professor de Finanças Pessoais da Universidade Veiga de Almeira, alerta que, com esse cenário, palavras sedutoras como “liquidação”, “saldão” e “queima de estoque” são amplamente utilizadas para atrair compradores. Por isso, é necessária atenção mesmo quando a vantagem parece ser muito atrativa.

Segundo Deschatre, o maior erro dos brasileiros ao adquirir produtos é o parcelamento das compras. Ele explica que o parcelamento deve ser evitado sempre, não apenas em tempos de crise, assim como o adiamento do pagamento do cartão de crédito, que é considerado pelo especialista como ‘suicídio financeiro’.

Uma estratégia é questionar se há bens mais importantes que precisam ser comprados antes do que está sendo oferecido com desconto.“Reflita e verifique se você ainda tem renda disponível para adquirir aquilo que te atrai. Se não tem mais dinheiro, repense, não force a barra, comprar sem dinheiro significa endividar-se, gastar o que ainda não tem”.

Crédito # renda
O consumidor deve tomar muito cuidado para não confundir crédito com renda. Ao pensar em adquirir algo, este não deve se basear no seu limite de crédito, pois, a maioria das pessoas têm limites em cartões maiores do que as próprias rendas, e esse é um dos maiores causadores de endividamentos. “Se decidir comprar algo, o ideal é se basear na renda disponível”, aconselha Deschatre.
Fonte: O Globo Online 
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um terço dos recém-casados desconhecem finanças do cônjuge

OcusFocus/Thinkstock

Apesar de todas as promessas feitas no altar, os noivos raramente se comprometem a dizer ao novo companheiro qual é a situação de suas contas bancárias.

Como resultado, 33%dos recém-casados se surpreendem com a situação econômica do parceiro e 36% não sabem nada sobre os hábitos de despesas do companheiro, de acordo com uma pesquisa realizada recentemente pela empresa de monitoramento de crédito Experian com americanos.

Quando perguntados qual a quantia máxima que gastariam sem consultar previamente o cônjuge, os homens responderam US$ 1.259. As mulheres disseram US$ 383.

Os homens foram mais propensos a esconder dinheiro dos cônjuges: cerca de 20% tinham contas secretas sem o conhecimento do cônjuge, em comparação com 12% das mulheres.

A pesquisa com 1.002 adultos dos EUA que se casaram no ano passado foi realizada pela Experian pela internet de 21 de janeiro a 1º de fevereiro deste ano.

“Talvez as pessoas que têm um salário mais alto sejam as que o mantêm em segredo”, disse Michael Slepian, pesquisador pós-doutorado e especialista em sigilo da Faculdade de Administração de Columbia, nos EUA.

“Para mim, faz sentido que os homens mantenham esses detalhes financeiros em segredo mais do que as mulheres, porque acho que elas contam essas coisas mais para outras pessoas”.

Dos participantes da pesquisa, 49% se identificaram como homens e 51% como mulheres. A pesquisa não perguntou aos participantes se eles estavam em relacionamentos heterossexuais ou homossexuais.

Apesar da importância de um perfil de crédito saudável para decisões importantes na vida conjugal, como a compra de um carro para a família ou da primeira residência, apenas 40% conheciam o perfil de crédito do parceiro antes de se casarem.

Dos participantes, 56% concordaram com a seguinte afirmação: “Antes de me casar, pensei em como o perfil de crédito de um potencial cônjuge poderia afetar minhas finanças”.

Os perfis de crédito são uma fonte de problemas conjugais para 39% dos recém-casados e 19% precisaram de um fiador depois de se casar porque não tinham crédito suficiente.

As dívidas não tinham sido discutidas em detalhe antes do casamento e 31% dos participantes não sabiam qual era o saldo dos empréstimos estudantis dos parceiros.

Independentemente de a informação financeira mantida em sigilo pelo cônjuge se centrar em crédito, salário ou dívida, Slepian disse que esconder informações pode prejudicar o relacionamento dos recém-casados.

“As pessoas muitas vezes acham que revelar um segredo terá consequências negativas, mas mantê-lo e revelar mais tarde não melhorará a situação”.
Por Polly Mosendz
Fonte: Exame.com


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7 conselhos financeiros para quem vai se divorciar

Thinkstock/lolostock
São Paulo - A sua felicidade está, sem dúvida, acima de qualquer perda de dinheiro. Mas não dá para ignorar que passar por um divórcio tem um preço não só emocional, mas também financeiro. É provável que você enfrente algumas mudanças na vida que envolvam dinheiro: queda na renda familiar, mudança de casa e divisão de bens, além do custo do próprio divórcio.

“Mas não deixe de se separar de jeito nenhum por causa de dinheiro. Não vale a pena”, aconselha a planejadora financeira Viviane Ferreira. Com as dicas a seguir, esse processo todo pode ser menos doloroso para você e para o seu bolso. Confira sete conselhos financeiros se você estiver prestes a pôr um fim no casamento:

1. Saiba que seu estilo de vida vai mudar – e se prepare para isso

Os mesmos salários de duas pessoas que sustentavam só uma casa agora passarão a manter duas casas – e duas vidas. É provável que você seja obrigado a reduzir seu padrão de vida, pelo menos nos primeiros meses após a separação, até se reestabilizar. Por isso, Viviane aconselha fazer de tudo para reduzir ao máximo os custos fixos nessa fase.

“É uma nova vida. Por mais que em um primeiro momento pareça um furacão, é preciso ter tranquilidade para enxergar que é uma fase temporária”, diz. É preciso refazer as contas de ganhos e gastos, com a ajuda de aplicativos ou de planilhas. Se achar melhor, recorra a um consultor financeiro.

2. Quem ganha mais pode pagar mais pelos filhos

Nem sempre os gastos com os filhos devem ser divididos igualitariamente, depende da condição de cada um. É bem comum e aceito pela Justiça que quem tem mais renda arque com mais despesas.

“É importante que as pessoas tenham essa clareza e que quem ganha menos possa se posicionar para não assumir gastos que depois não consegue pagar”, orienta Viviane.

Além disso, ter a guarda compartilhada significa dividir igualmente todas as responsabilidades das decisões que envolvam os filhos, inclusive financeiras, mas não necessariamente o tempo da criança com cada um.

3. Conheça todas as movimentações financeiras

Antes de se separar, é essencial saber quanto dinheiro o casal tem investido e onde está esse dinheiro. Também é importante participar de todas as decisões financeiras importantes.

“Na separação, quem não cuidava tanto dos investimentos vai precisar ficar a par de tudo. Não deixe que o ex-cônjuge tome conta das suas finanças, assuma a responsabilidade para você”, afirma Viviane.

4. No início, prefira alugar a comprar um imóvel

A decisão sobre quem vai ficar morando na casa do casal e quem vai se mudar depende de uma negociação entre os dois, ou da divisão de bens estabelecida pelo juiz. Também pode acontecer de os dois saírem do imóvel, ele ser vendido e o dinheiro ser partilhado.

No entanto, no momento é preferível manter o imóvel, pois pode ser dificil vendê-lo por conta das incertezas quanto ao futuro da economia. “Não dá para se atirar em qualquer oferta”, aconselha o consultor financeiro Alfredo Meneghetti, do Estúdio de Finanças da PUC-RS.

Um fica na casa, portanto, e o outro sai. O conselho para quem sai é alugar um imóvel em um primeiro momento, em vez de comprar.

Essa é uma fase de incertezas na vida, e comprar um imóvel, por ser um bem de alto valor que você terá por boa parte da vida, exige cabeça fria e estabilidade emocional. “Não é momento para tomar decisões correndo”, diz Viviane. Os preços dos aluguéis estão em queda, o que é mais um ponto a favor dessa alternativa.

Também podem acontecer acordos de, por exemplo, um ficar na casa do casal por um tempo, e depois ela ser vendida e o dinheiro ser dividido.

5. Se a separação não for muito amigável, é melhor ter dois advogados

Pelo menos um advogado para os dois é imprescindível para fazer o divórcio, seja ela em cartório ou por meio da Justiça. É ele que vai encaminhar todos os trâmites legais e orientar a separação de bens. Lembre-se de que você terá este custo com os serviços do profissional.

Mesmo assim, a advogada Mariana Carraro Trevisioli, especialista em direito de família do escritório Trevisioli Advogados Associados, aconselha que cada um tenha o seu advogado.

“Se no futuro o ex-casal discordar por algum motivo, o advogado dos dois não pode representar nem um, nem outro. A relação pode ser boa hoje, mas amanhã não se sabe”, aconselha Mariana.

6. Não importa a renda de cada um, os bens devem ser divididos igualmente

Toda a vida do casal foi construída pelos dois igualmente, mesmo que um tenha uma renda maior do que a do outro. “Ambos só conquistaram o que têm porque estavam juntos, não importa se um não trabalhava ou se o outro ganhava mais”, esclarece Viviane.

Por isso, se não houve um pacto pré-nupcial anterior que estabeleceu as regras do que aconteceria com os bens em caso de separação, a lei é clara: todos os bens adquiridos após o casamento devem ser divididos igualmente.

Além dos bens, Meneghetti lembra que também serão divididos igualmente todos os investimentos e as dívidas contraídas juntos.

É comum um dos dois ocultar um patrimônio na hora de partilhar os bens para fugir da divisão igualitária, como observa Mariana. No entanto, a advogada faz a ressalva de que, ao deixar de informar a existência de um bem, além das chances de sofrer uma ação indenizatória no futuro, o ex-cônjuge pode ser acusado de cometer um crime.

“Em direito de família, falamos que quem sai na frente sai ganhando. Se você tem dúvida, peça imediatamente as provas necessárias ao advogado”, orienta Mariana. O juiz pode obrigar o banco a mostrar todas as movimentações financeiras do ex-cônjuge, por exemplo.

7. Se prepare para os custos do divórcio, no cartório ou na Justiça

O que vai determinar se o divórcio vai ser feito no cartório ou por meio da Justiça é o consenso do ex-casal e a existência de filhos, explica Mariana.

Quem tem filhos menores de 18 anos ou incapazes precisa abrir um processo na Justiça para se divorciar. Já se não houver filhos ou se eles forem maiores de idade, o divórcio pode ser feito em cartório, por escritura pública, desde que haja consenso entre os dois.

“Emocionalmente, é mais barato se divorciar no cartário porque é mais rápido. Financeiramente, o preço é parecido. Se gasta menos com uma ação judicial do que com o cartório, mas se paga mais para o adovago, então os custos se equivalem”.

Os divórcios em que não há patrimônio para dividir, porque o casal não tem ou porque casou com separação total de bens, são mais baratos. Quando é preciso dividir os bens, há gastos com impostos, registros de imóveis e custos com a Justiça ou com o cartório.
Por Júlia Lewgoy
Fonte: EXAME.com
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