segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Método dos 10 envelopes ajuda a cortar gastos e a guardar dinheiro todo mês

Imagem: imternet
Está difícil organizar as contas e guardar dinheiro? 10 envelopes podem te ajudar a arrumar as finanças e começar a economizar. 

Segundo o educador financeiro Robinson Trovó, da Trovó Academy, para enriquecer, uma pessoa tem que gastar menos do que ganha, ter uma reserva de emergência e investir ao menos 10% de sua renda líquida todo mês em investimentos que pague juros acima da inflação.

A proporção ideal seria assim:
  • 70% da renda líquida usada para despesas
  • 20% para reserva de emergência
  • 10% para investimentos
Exemplo: Se a pessoa ganha R$ 5.000 líquidos (já considerando todos os descontos da folha de pagamentos, por exemplo), ela deve reservar R$ 500 reais para investir, R$ 1.000 para reserva de emergência e R$ 3.500 para as despesas.

A técnica dos envelopes pode ajudar a pessoa a se organizar para manter essa proporção e, assim, conseguir executar seu planejamento financeiro.

Veja como funciona

O primeiro passo é simples: compre 10 envelopes em uma papelaria. A seguir, escreva, em cada um deles: carro, casa, saúde, educação, compras, supermercado, lazer, dívidas, reserva de emergência e investimentos. 

  • Carro: seguro, manutenção, IPVA, combustível, gastos com mecânico
  • Casa: aluguel, condomínio, água, IPTU, seguro, luz, gás, telefone, internet e TV a cabo, manutenção do imóvel
  • Saúde: plano de saúde, remédios, exames e consultas não cobertos pelo plano, gastos com estética e academia
  • Compras: compras avulsas que não estão nos outros itens, tais como vestuário, calçados, livros, maquiagem, perfumes, presentes
  • Supermercado: inclui as compras de alimentação e produtos de limpeza
  • Lazer: viagem, restaurantes, cinema, teatro, passeios
  • Educação: mensalidades escolares, livros, uniformes, transporte escolar
  • Dívidas: inclui tudo o que paga com juros tais como empréstimos e cheque especial
  • Reserva de emergência: dinheiro que será separado para gastos emergenciais
  • Investimentos: 10% da renda líquida a ser investida todo mês
Durante o primeiro mês, não serão usados os envelopes reserva de emergência e investimentos.

Na frente dos envelopes de despesas, escreva, a lápis, o quanto você acha que gasta por mês com cada um. Por exemplo: carro (R$ 300); casa (R$ 1.000).

Ao longo do mês, coloque todos os comprovantes de gastos (fatura ou recibo de compras) dentro do envelope adequado.

Susto no primeiro mês

Ao final do primeiro mês, some tudo o que foi gasto com cada despesa e verifique se o resultado foi muito diferente. Anote o valor real dos gastos. Exemplo: carro (previsto: R$ 300 / realizado: R$ 600); casa (previsto: R$ 1.000 / realizado: R$ 1.100).

De acordo com Trovó, as pessoas costumam se espantar demais nesse primeiro momento. "Geralmente vai haver um ou dois envelopes cujo resultado será absurdamente diferente daquilo que a pessoa imaginou. Esse é o envelope inimigo, é em cima dele que tem de focar para reduzir os gastos. Carro e compras normalmente são os envelopes problemáticos", diz.

Desafio aumenta no segundo mês

No segundo mês o desafio aumenta. Como já tem uma ideia melhor do quanto gasta, escreva a soma correspondente ao gasto em cada envelope e distribua o dinheiro necessário para pagar as despesas dentro de cada um deles.

O objetivo é gastar somente o dinheiro que está dentro do envelope.

Separe 10% da renda líquida para o envelope Investimentos e aplique esse dinheiro em um investimento que esteja rendendo mais do que a inflação. 

O que sobrar do dinheiro (o ideal é que seja 20% da renda líquida) deve ser guardado no envelope Reserva de Emergência. Esse valor deve ser aplicado em um investimento que permita o saque rápido do dinheiro.

Repita esse procedimento a cada mês até conseguir ajustar as contas à proporção ideal.

Quando usar a reserva de emergência

A reserva de emergência deve ser usada só em casos excepcionais, como problemas de saúde, desemprego ou algum gasto necessário, como conserto de uma geladeira. Não deve ser usada para cobrir o descontrole financeiro.

Se observar que o dinheiro da reserva de emergência é necessário para cobrir gastos todo mês, terá de reduzir os gastos fixos ou procurar novas fontes de renda.
Por Sophia Camargo
Fonte: Uol


sexta-feira, 29 de julho de 2016

8 desculpas sobre dinheiro que deixam você mais endividado

Imagem: internet

SÃO PAULO – Dívidas são, sem sombra de dúvida, uma das piores coisas que qualquer pessoa pode fazer com as suas finanças. Afinal de contas, com os juros altos como os que são cobrados no Brasil, se endividar pode ser, muitas vezes, entrar em um poço sem fundo de problemas. A colunista do site Business Insider Libby Kane conversou com a especialista em finanças Patrice C. Washington que listou oito mentiras sobre dinheiro que podem nos manter endividados. 

1 – “Eu não sei nada sobre dinheiro” Hoje em dia, com tanta informação disponível em tantos lugares, essa não é uma desculpa aceitável. Claro que nem toda informação é boa, mas querer mentir dizendo que “não entende nada” é se acomodar em fazer as coisas erradas. Não é preciso ser um expert de finanças, mas ao menos o básico é importante entender, até para fazer as melhores escolhas de investimento.

2 – “Eu trabalho duro, então mereço esse luxo” O ponto de Washington nesse caso é simples: ninguém duvida que você trabalha duro, mas por que você precisa de uma recompensa? Ao invés de inventar uma nova desculpa a cada mês para desperdiçar seu dinheiro, vale mais a pena se perguntar o que acontece e ter uma atitude mais proativa com dinheiro.

3 – “Era uma emergência” Uma emergência é uma situação perigosa e inesperada que pede por uma ação imediata. Assim, uma conta que acontece todo ano, como o imposto de seu carro, por exemplo, não pode ser considerada uma emergência. É preciso estar preparado para pagá-la. Claro que existem emergências sérias com dinheiro, mas é importante não sair gastando as reservas com qualquer coisa. 

4 – “Comprei na promoção” “Quando as pessoas me dizem isso, eu gosto de dizer: ‘o problema não é o desconto de 50% que você conseguiu – são os 50% que você pagou por algo que não precisa”, diz Washington. Se você está endividado e com contas para pagar, não interessa se o produto está na promoção ou não, ele não é para você. 

5 – “Se eu ganhasse mais, seria mais fácil” Basta conferir a imensa quantidade de celebridades que ganharam milhões e faliram para saber que essa afirmação não é verdadeira. Ter mais dinheiro não é garantia de que você fará escolhas mais sábias com ele. “A maneira como você gerencia US$ 100 é provavelmente a mesma que você gerenciaria US$ 100 mil”, comenta. Você é a mesma pessoa com as mesmas atitudes e comportamento, não é sobre ganhar mais dinheiro, mas sim sobre manter mais disciplina. 

6 – “Depois eu começo” Se você de fato quer mudar seus hábitos ou fazer qualquer coisa acontecer, não precisa esperar o novo ano, ou seu aniversário ou qualquer outra data para organizar as contas. Uma desculpa pode ser encontrada em qualquer momento, mas o importante é mudar o quanto antes. 

7 – “Não ganho o suficiente para poupar” Essa é outra mentira que não faz sentido na grande maioria dos casos. Caso você realmente não ganhe o suficiente para poupar nem um pouco, é importante descobrir como aumentar a receita, seja pedindo um aumento, ou ainda fazendo algum trabalho extra. 

8 – “Essa dívida não é ruim” Não existe dívida boa. Washington explica que quando uma pessoa acredita que uma dívida é ruim, isso elimina a urgência de pagá-la o quanto antes. “A única dívida boa é aquela que você não deve mais”, explica. 
Fonte: Infomoney

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Especialista em consumo dá dicas para compras em promoções

Imagem: internet
Publicidade deve ser clara e destacar as condições da promoção. Consumidores devem pesquisar preço, mesmo com ofertas.

No vai e vem das estações sempre tem uma promoção de época. E em período de crise, elas atraem ainda mais os consumidores. Mas o fato de um produto estar na liquidação, não significa que o consumidor deve entrar e comprar logo de cara. Cautela, pesquisa, não comprometer o orçamento, examinar o produto fazem parte de uma compra consciente. Ficar de olhos bem abertos porque atrás de um preço convidativo pode estar uma promoção enganosa. O especialista em consumo Dori Boucault reforça que o consumidor deve ficar alerta.

Na vitrine, o anúncio de um produto que custava R$ 400, era oferecido por R$ 250. Quase 40% de desconto. Um outro custava R$ 250, agora sai por R$ 159. São as famosas promoções, que aparecem vez ou outra para chamar a atenção do cliente. E quando uma loja resolve dar esse desconto sempre tem a concorrente que vai lá e faz o mesmo. Melhor para o cliente, ou não.

“Chama bastante a atenção. Faz você entrar na loja, conferir o produto, ver se o desconto vale a pena” disse o estoquista Nelson Júnior. Pois é, mas o consumidor não pode se deixar levar por preços tão atrativos. Na empolgação, é perigoso fazer vários parcelamentos diferentes e quando o cliente se dá conta, já gastou mais do que salário pode suportar, tudo resultado da afobação.

Se os comerciantes escrevem na vitrine, como propaganda, que toda a loja está com promoção, isso deve conferir. Se eles prometem descontos exorbitantes de até 70%, por exemplo, cuidado. O ideal é de que o cliente se lembre de quanto o produto custava antes. “As vezes está o mesmo preço, só por causa da propagando, a gente acaba caindo sim” disse Jocimara Ferreira.

Entenda bem a promoção. Pergunte as condições e avalie a mercadoria. Se a peça tem algum defeito e, por isso, está mais barata quem vende, tem que informar. Também é muito comum uma loja fazer uma mega divulgação dos descontos, aí você entra e se depara com uma bancada com meia dúzia de peças. Em algumas situações, os comerciantes querem apenas que você entre na loja. “As vezes, a promoção terminou. Ai os vendedores começam a empurrar outros tipos de peças, com o preço normal” disse a desempregada Valéria de Melo.

Segundo o especialista em consumo Dori Boucault, o ideal é fazer pesquisa. “O ideal é fazer uma pesquisa de mercado. Dê uma volta na área central, shoppings e bairros para ter noção melhor dos preços”, disse. Para tentar evitar o prejuízo, a saída é sempre conversar. “Se não fizeram cumprimento da oferta, é o artigo 35 do Código do Consumidor. Tem que cumprir com a oferta ou devolver o dinheiro”.

Se o consumidor comprar uma peça em promoção e precisar trocá-la fora da época de promoção, a loja também deve levar em conta o valor pago. "Mesmo que a peça tenha saído da promoção, é o valor pago que se discute na troca por similar, por exemplo".

No caso de defeito, a loja tem obrigação de troca, mesmo de peças em promoção.
Fonte: G1

terça-feira, 26 de julho de 2016

Sua dívida de R$ 5.000 pode virar mais de R$ 27 mil em um ano; saiba evitar

Imagem: internet
Se faltar dinheiro para pagar as contas no fim do mês, o que você faz? Entra no cheque especial, usa o rotativo do cartão ou tem um pouco mais de trabalho e pede um empréstimo no banco?

A escolha errada custa caro. Ao longo de um ano, uma dívida de R$ 5.000 no cartão de crédito se transforma em R$ 27.371,87 — 376,58% a mais que no consignado.

Os cálculos foram feitos pelo diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira, a pedido do UOL. Além do cartão e do consignado, ele também calculou o custo no cheque especial e no empréstimo pessoal em bancos e financeiras.

Para fazer as contas, Oliveira utilizou o levantamento de taxas de juros feito pela Anefac em junho. Segundo a entidade, as taxas médias e as dívidas finais são as seguintes:
Datawrapper


Os valores para cartão de crédito e cheque consideram que o saldo devedor de R$ 5.000 ficou em aberto e sem nenhum pagamento.

Conclusão: quem escolhe a linha de crédito errada paga muito mais. A dívida contraída no crédito rotativo do cartão é 377% mais cara que a dívida feita no empréstimo consignado. “A pessoa vai pagando o mínimo, e a dívida cresce exponencialmente por conta dos juros compostos”, diz Oliveira.

Ele explica que as pessoas se enganam com os juros pois acreditam que 15% ao mês resulta em 150% em 10 meses (15% x 10 meses), ou 180% em 12 meses (15% x 12 meses). “Mas um juro de 15% ao mês equivale a 435% ao ano”, diz.

“Os juros compostos são calculados sobre o saldo atualizado da dívida. Se alguém tem uma dívida de R$ 100 com juro de 15% paga R$ 15 no primeiro mês e já no segundo, o juro é calculado sobre R$ 115 e não sobre R$ 100″, diz.
O que fazer se estiver endividado

A primeira providência é trocar a dívida cara (cheque especial e cartão de crédito) por uma mais barata (empréstimo pessoal ou consignado)

Se não estiver conseguindo pagar a dívida, renegocie as condições.

Segundo Oliveira, os bancos estão mais acessíveis à renegociação por causa do desemprego e da crise, que estão fazendo a inadimplência aumentar.

“É importante salientar que cabe ao consumidor procurar o banco para renegociar, porque enquanto não faz esse pedido a dívida vai continuar exatamente como está, sendo corrigida com os juros maiores das modalidades mais caras”, diz.

Só renegocie para condições que consiga realmente pagar. É pior renegociar e não pagar, porque vai ficar mais difícil conseguir renegociar de novo.
Por Sophia Camargo
Fonte: Uol

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Como fazer um casamento sem adquirir dívidas. Confira!

Se os custos não forem bem planejados, podem levar o casal a começar uma vida endividado até o pescoço
Shutterstock

Mulheres, hoje vou falar sobre casamento. Com essa decisão, vêm muitos gastos: festa, roupa, decoração, música, comida, bebida, espaço (seja igreja, sítio ou casa de eventos). Se esses custos não forem bem planejados, podem levar o casal a começar uma vida endividado até o pescoço. 

Pode parecer insensível da minha parte ficar falando de dívidas em um momento tão bonito da vida, mas a verdade é que um dos maiores motivos de separação, atualmente, é a questão financeira. Então, por que não se programar com consciência antes de dar esse importante passo e começar a relação da melhor maneira? 

O jeito de resolver esse impasse é simples: basta conversar, expor os fatos e traçar estratégias para conseguir cumprir. Não é possível taxar algo de certo ou errado em uma relação a dois – não importa quem paga o quê, se a conta é conjunta ou separada, se divide igual ou proporcional. O que vai fazer a situação dar certo e evoluir de forma saudável é conversar antes e entrar em um acordo. 

Outro passo a ser tomado em conjunto é a realização de um diagnóstico financeiro, ou seja, uma análise dos gastos mensais separados por categoria (restaurante, gasolina, vestuário etc.) para saber para onde exatamente vai cada centavo do dinheiro de cada um. Somente com esses números em mãos é que se pode fazer um planejamento consistente, analisando quais gastos podem ser reduzidos ou até cortados para priorizar os sonhos, como o próprio casamento e tantos outros que o casal possui. 

Para cada objetivo, é preciso saber quanto custa, quanto conseguirão poupar por mês para essa finalidade e qual o prazo (curto, médio ou longo). Um casamento, por exemplo, deve ser considerado um sonho de médio prazo, que ocorrerá entre um e dez anos. O casal deve aplicar o dinheiro poupado para esse m em um investimento mais indicado para o prazo. Nesse caso, pode ser o Tesouro Direto, LCI, LCA e CDB.

Com educação financeira, qualquer objetivo é passível de ser alcançado com consciência e sustentabilidade, e não existe nada melhor do que começar uma vida a dois com essa segurança! - REINALDO DOMINGOS é educador e terapeuta financeiro, autor de livros como Terapia Financeira e da coleção de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país.
Texto: Reinaldo Domingos
Fonte: Viva mais

Para fugir do endividamento e organizar contas, evite o crédito para negativado

Taxa de juros elevadas, muitas vezes acima de 1.000%, podem tornar as dívidas impagáveis e complicar a situação financeira do consumidor
Imagem: internet
Taxa de juros mais cara do que o rotativo do cartão de crédito e, em alguns casos, superando os quatro dígitos. É o que espera o consumidor que, atolado em dívidas, decidir recorrer ao crédito para negativado como última chance de reorganizar as contas. Em geral, quem oferece este produto promete ignorar qualquer mancha na vida financeira dos devedores. A contrapartida é que essa conta nunca sai barata.

Na prática , um juro na casa de 1.000% significa que um empréstimo de R$ 1 mil pode se transformar em mais de R$ 11 mil com incidência de juro em apenas um ano. É como se, em termos aproximados, a taxa de juros de um ano completo no crédito consignado fosse equivalente ao cobrar em apenas um mês no negativado. 

Na prática , um juro na casa de 1.000% significa que um empréstimo de R$ 1 mil pode se transformar em mais de R$ 11 mil com incidência de juro em apenas um ano. É como se, em termos aproximados, a taxa de juros de um ano completo no crédito consignado fosse equivalente ao cobrar em apenas um mês no negativado.

Saber de antemão o custo desse dinheiro não é tarefa fácil. O Banco Central não divulga dados específicos sobre juro do crédito para negativado. A solução é buscar outra linha, a do crédito não consignado, e chegar as maiores taxas praticadas no mercado. No topo do ranking, aparecem justamente as financeiras com forte apelo nesse produto, como Facta, Crefisa, Agiplan, com taxas entre 800% e 1.000%.

A metodologia do levantamento é a mesma de pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que também apontou os bancos BMG e Daycoval como instituições financeiras que ofertam abertamente esse crédito.

Procuradas, Crefisa, Agiplan, BMG, Daycoval não se dispuseram a comentar a política adotada. A Facta não foi encontrada.

“Não é uma solução, justamente por conta dessas taxas de juros altíssima”, afirma Marcela Kawauti, economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A especialista sugere que, antes de recorrer ao crédito para negativado, deve-se buscar qualquer outra saída, como a venda de bens.

A economista do Idec, Ione Amorim, destaca que o risco é cair no superendividamento. “O que percebemos é uma ciranda. O consumidor toma dívidas para pagar juros de outras dívidas”, afirma.

Opções

Para ajudar na tarefa de reduzir as dívidas e fugir dos juros elevados, a recomendação é escolher o crédito consignado, que possui a menor taxa do mercado. O custo é mais baixo porque o dinheiro é debitado diretamente da folha de pagamento.

Apesar das vantagens, o consignado também possui riscos. Ione, do Idec, destaca que o consumidor deve se acostumar ao fato de que terá, todos os meses, uma redução automática de rende.

O efeito disso é que a inadimplência no consignado é controlada, mas se espalha por outras linhas de crédito, como o cheque especial e o cartão do crédito”, afirma.

Nos casos extremos, é indicado ajuda de profissionais para sair do vermelho.

"O endividado não precisa de mais crédito. O ideal é que ele faça um diagnóstico da situação financeira”, afirma Diógenes Donizete, coordenador do Núcleo de Apoio ao Superendividado do Procon-SP.

O órgão possui, desde 2012, um núcleo para ajudar os superendividados. Para participar, é preciso fazer um cadastro pelo site do Procon ou agendar um horário de atendimento pelo telefone. Depois, o Procon dá um curso de educação financeira e atuar nas renegociações.
Fonte: Estadão

O que acontece se atrasar dívida? Fica com nome sujo ou também vai preso?

Quando alguém para de pagar uma dívida, pode ir preso? Quais as consequências da inadimplência (dívida atrasada)?
Imagem: internet
Se a dívida for de pensão alimentícia, o devedor poderá ir para a cadeia por até três meses. Mas, além dessa dívida, não existe previsão legal de prisão por atraso nos pagamentos.

No entanto, o credor pode tomar uma série de medidas para reaver seu dinheiro, sendo a mais comum a negativação do nome, o popular nome sujo.

O devedor precisa receber um aviso de que o nome será incluído no cadastro no prazo de 10 dias, caso não pague a dívida. Sem esse aviso, a inclusão é considerada indevida.

Ter o nome sujo dificulta a vida do devedor, que já não conseguirá abrir conta em banco, alugar imóveis, tomar empréstimos ou fazer compras a prazo.

As demais medidas que podem ocorrer são protestos em cartórios e ações judiciais. Se o devedor perder a ação, ele poderá ter contas em bancos e bens penhorados, como casa e carro.

Veja, a seguir, as consequências de não pagar algumas contas. As informações são de Diógenes Donizete, coordenador de Núcleo de Tratamento do Superendividamento do Procon-SP, e dos advogados Alexandre Berthe, especializado em Direito Bancário, e Volnei Denardi, professor de Direito Processual Civil, além das agências reguladoras Anatel, Aneel e Arsesp.

Água

A empresa deve avisar sobre a possibilidade de corte com 30 dias de antecedência. Pode incluir nome nos cadastros de devedores (listas de nomes sujos).

Carnê de lojas (compra de roupas, eletrodomésticos)

Inclusão em cadastros de devedores e cobrança judicial. A loja só pode pegar de volta o eletrodoméstico se a venda tiver sido feita com alienação fiduciária ou compra e venda com reserva de domínio, o que é muito raro.

Cartão de crédito

Inclusão em cadastros de devedores e cobrança judicial.

Condomínio

Ação judicial, com penhora do próprio imóvel. Nesse caso, o condomínio não pode cobrar multa superior a 2%, mais juros de 1% ao mês e atualização monetária.

Gás

A empresa deve informar sobre a possibilidade do corte com antecedência mínima de 10 dias. Pode incluir nome nos cadastros de devedores.

Energia elétrica

A empresa deve avisar sobre a possibilidade de corte com 15 dias de antecedência e terá um prazo máximo de 90 dias para efetuar esse corte.

Se passar desse prazo, não poderá mais cortar a luz e o débito só poderá ser cobrado na Justiça. Inclusão do nome nos cadastros de devedores após 15 dias do aviso.

Escola

Pode deixar de renovar a matrícula, exceto se já tiver sido formalizado acordo de parcelamento da dívida e os pagamentos estiverem em dia.

Desligamento do aluno só pode ocorrer no final do semestre ou do ano letivo, conforme regime didático.

Não pode aplicar sanções pedagógicas (como impedir de fazer prova) ou reter documentos de aluno inadimplente.

Financiamento de casa

Inclusão do nome nos cadastros de devedores. Se garantido por alienação fiduciária (mais comum), o banco pede ao cartório de registro de imóveis que notifique o mutuário para pagar.

Não efetuado o pagamento, sem necessidade de ação judicial, o oficial de registro de imóveis passa a propriedade do imóvel ao banco, que pode ser levado a leilão.

Feito o leilão e abatido o valor da dívida e despesas, eventual saldo remanescente será devolvido ao mutuário. Se o valor da venda em leilão for menor do que a dívida, o saldo não poderá ser cobrado do mutuário.

Financiamento de carro

Inclusão do nome nos cadastros de devedores. Se garantido por alienação fiduciária (mais comum), o banco ingressará com ação judicial de busca e apreensão.

Se o devedor não pagar a dívida, o banco pode vender o automóvel. Se o valor da venda for superior ao valor da dívida, o banco abate o valor e devolve o restante ao devedor. Caso o valor da venda não seja suficiente para o pagamento da dívida, o banco pode cobrar o saldo remanescente.

Telefonia fixa, móvel, TV por assinatura e Internet banda larga

15 dias após a notificação: suspensão parcial do serviço.

30 dias após o início da suspensão parcial: suspensão total. Nesse caso, é vedada a cobrança de assinatura ou qualquer outro valor referente à prestação de serviços.

30 dias após o início da suspensão total: rescisão do contrato. Apenas depois da rescisão do contrato é que a prestadora poderá incluir o nome do cliente em cadastros de devedores, desde que encaminhe para o consumidor comprovante escrito da rescisão, no prazo máximo de 7 dias.
Por Sophia Camargo
Fonte: Uol