quinta-feira, 5 de maio de 2016

5 dicas para você sair do vermelho

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A armadilha de consumir e pagar contas com o famoso crédito ilusório que os bancos oferecem fazem com que as pessoas fiquem cada vez mais endividadas. O número de pessoas nessa situação aumenta cada dia mais, portanto é necessário atenção!

O descontrole financeiro, o desemprego, o excesso de compras, empréstimos com amigos e familiares, cheque especial, tudo isso só acaba contribuindo para que vire uma “bola de neve” de dívidas causando euforia e tormento em sua vida pessoal.

Uma dívida leva a outra e isso só aumenta, pois os juros dos cartões de crédito são abusivos e multiplicam-se mês a mês. Por isso, é importante trabalhar o psicológico e pensar nas consequências que um abuso e descontrole possa causar no futuro.

Para você que não consegue se livrar das dívidas, separamos algumas dicas para ajudá-lo a sair do vermelho. Confira:

Dica 1

Organização. Antes de iniciarmos as etapas, primeiramente, é necessário fazer um mapeamento de suas dívidas. Separar quais são as contas prioritária e quais dívidas conseguimos pagar em um tempo maior. É de suma importância planejar e organizar algumas informações, tais como: para quais instituições eu devo, quais são as taxas cobradas, quais são os juros, quanto tempo tenho de dívida, etc. Organize tudo! Nessa etapa a organização é de extrema importância.

Dica 2

Cartão de crédito! Para diminuir a bola de neve do crédito ilusório separamos duas opções para você. A primeira opção é fazer uma portabilidade, verificar qual o banco aceita quitar a dívida do outro banco, oferecendo-lhe uma opção menor de juros. A outra opção é a possibilidade de um crédito consignado, onde as taxas de juros de fato é a mais baixa do mercado. Os juros e encargos dos cartões de crédito e cheque especial podem chegar até 25% ao mês. Diferentemente do consignado, que tem uma média de juros de 3,36% ao mês. Excelente forma para você quitar de forma mais prática e rápida suas dívidas.

Dica 3

Não assuma novas dívidas! De forma alguma faça gastos desnecessários, faça economias! Foco em seu esforço, separe tudo o que possui de contas a pagar e organize-se. Faça um levantamento das contas mais básicas, tais como: aluguel, água, luz, compras alimentícias e procure manter prioridade para que essas contas sejam pagas em dia, é questão de sobrevivência!

Dica 4

Dois empregos. Dois empregos? Isso mesmo! Caso seja possível, tenha dois empregos, será cansativo, mas garanto que será por um tempo determinado ou se achar melhor procure uma forma de produzir uma renda auxiliar em casa para auxiliar na quitação dos débitos existentes.

Dica 5

Venda de bens. Se necessário venda algo de valor para quitar a dívida mais importante e mais “pesada” do momento, isso trará um alívio. Não se desespere, essa venda é momentânea, conforme você for absorvendo uma reeducação financeira, logo conquistará novos bens materiais de um forma mais correta e controlada.

Livrar-se das dívidas compreende-se que é imprescindível comprometimento e disciplina. De que adianta todo esse trabalho para posteriormente começar a gastar e abusar outra vez? Tenha consciência, trabalhar o psicológico é fundamental. Gaste apenas o necessário e o que pode, analise quanto você ganha e quanto pode gastar. Pés no chão e NÃO ao endividamento!

E aí, o que achou das nossas dicas?

George Andrew Waddell é fundador e presidente da empresa Alglete, Correspondente Bancário Autorizado do Banco BMG
Fonte: administradores.com.br

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Dia das Mães - Seis dicas para planejar os gastos

Mundo Positivo
O Dia das Mães é a segunda melhor data para o varejo – ficando atrás apenas do Natal. Com forte apelo emocional, as pessoas não pensam duas vezes antes de comprar os presentes para homenagear estas mulheres tão importantes nas nossas vidas. No entanto, em tempos em que a palavra crise não sai dos noticiários, é preciso redobrar a atenção no orçamento doméstico e driblar os ímpetos consumistas.

Mas, apesar de grande parte da população estar com um pé no freio no que se refere ao consumo, é possível presentear as mães sem que tal gesto comprometa as finanças familiares. “Antes de sair às compras é importante fazer um planejamento e estipular um limite para gastar. Uma dica bastante valiosa, em datas comemorativas com esta, é manter o equilíbrio e não deixar que a emoção se sobreponha à razão”, orienta o diretor de Marketing e Relacionamento da Sorocred, Wilson Justo.

Ainda de acordo com o executivo, também é imprescindível ponderar sobre qual é a melhor opção de pagamento. “O uso do cartão de crédito é uma opção para poder gastar um pouco mais e, principalmente, para quem está sem dinheiro disponível no momento. Dependendo das condições, o parcelamento no cartão pode celebrar a data sem pesar no orçamento”, afirma.

Veja algumas dicas para comprar de maneira consciente e não deixar o Dia das Mães passar em branco:

1 - Primeiramente, antes de gastar mais do que pode, organize uma planilha de orçamento. Ela será essencial para ajudar na sua saúde financeira;

2 - Ir às compras com antecedência permite pesquisar melhor os preços, comparar os produtos e negociar melhores condições de pagamento e bons descontos;

3 - A proximidade da data pode tornar os preços um pouco mais inflacionados do que o habitual. Como dito anteriormente, não se deixe levar pela emoção na hora de comprar;

4 - Se você é fã das compras online opte sempre por sites confiáveis, confira os preços, as condições de pagamento e, não menos importante, os prazos de entrega;

5 - Em casos de compras parceladas, é importante atentar para a quantidade de prestações. Muitas podem conter juros e o valor final do produto pode sair bem salgado. Nada de se comprometer com parcelas a perder de vista;

6 - Antes de pagar à vista, faça cálculos. O cartão de crédito pode ser uma opção mais acessível naquele momento, com parcelas menores que não comprometem os gastos mensais.
Fonte: Redação Mundo Positivo

terça-feira, 3 de maio de 2016

Avalie se compensa antecipar a restituição do Imposto de Renda

Rodrigo Covolan
Todos os anos, os principais bancos do país fazem campanhas oferecendo a seus clientes a possibilidade de antecipar o recebimento da restituição do IR.

Nessa hora, muitos contribuintes ficam em dúvida sobre haver (ou não) vantagem em antecipar a restituição de um dinheiro que deverá chegar a partir da metade do ano. Para muitos, só no segundo semestre; para outros, talvez só no final do ano ou em 2017.

Para quem está precisando do dinheiro com urgência, pode ser interessante receber o dinheiro antes de a Receita iniciar as restituições (neste ano, a partir de 15 de junho).

O maior atrativo que os bancos oferecem são os juros, normalmente bem inferiores aos cobrados no cheque especial, no cartão de crédito e no crédito direto ao consumidor. Neste ano, com a Selic em alta, as taxas estão mais elevadas para o contribuinte em quase todos os bancos.

No ano passado, por exemplo, os cinco maiores bancos do país cobravam entre 1,93% e 2,92% ao mês. Neste ano, a menor taxa subiu para 2,25%, e a maior, para 4,59% ao mês.

Os bancos antecipam uma parte ou todo o valor que o contribuinte tem a receber, dependendo do montante. Há casos em que é estabelecido um limite.

Assim, quem pretende recorrer ao banco onde tem conta precisa estar atento. É que, embora os juros sejam atraentes, é preciso levar em conta um detalhe: entregar a declaração não garante receber a restituição logo nos primeiros lotes ­–nem mesmo neste ano.

É recomendável, portanto, que o contribuinte antecipe a restituição apenas se for para quitar dívidas com juros mais altos (cartão de crédito ou cheque especial) e se tiver absoluta certeza de que sua declaração não ficará retida na malha fina.

Se a declaração ficar retida, a restituição não será devolvida neste ano. E é bom não se esquecer de que os bancos cobram o dinheiro antecipado quando a Receita credita a restituição na conta do contribuinte ou em 16 de janeiro –o que ocorrer primeiro. Assim, quem ficar na malha precisará pagar o banco na data determinada.

Quanto antes o contribuinte entregar a declaração, maior será a possibilidade de o dinheiro ser devolvido nos primeiros lotes. Têm preferência na devolução quem tem 60 anos ou mais, portadores de doenças graves e deficientes físicos e mentais.

ESPERA É VANTAJOSA

Em situação oposta estão os contribuintes que não têm urgência do dinheiro. Para esses, é recomendável entregar a declaração após o dia 25 de abril e receber a restituição nos últimos lotes, pois a correção é pela Selic (a partir de maio), com 1% no mês em que o dinheiro é devolvido.

O rendimento proporcionado pela Selic (que está em 14,25% ao ano) é difícil de ser obtido em aplicações financeiras tradicionais.
Por MARCOS CÉZARI
Fonte: Folha Online - 18/04/2016

domingo, 1 de maio de 2016

5 gastos supérfluos que podem representar até 20% da renda

Sem perceber, durante os tempos de vacas gordas, o brasileiro colocou dentro do orçamento familiar nos últimos anos uma grande fatia de gastos com serviços como planos de celular, pacotes de internet, TV a cabo e streaming.

Agora, está tendo que reavaliar esses custos adicionais, que não parecem pesar muito quando vistos isoladamente, mas que podem ultrapassar os 20% da renda total quando somados.

Diante da crise econômica que atinge o país, o consultor do programa de educação financeira do fundo de pensão da elétrica Cesp (Funcesp), Ricardo Figueiredo, afirma que a hora é de reavaliar todos os custos com serviços e bens.

Para ele, existe uma série de gastos que comprometem o orçamento e que acabam muitas vezes não sendo usufruídos pela família. São, portanto, perfeitamente dispensáveis.

O consultor afirma que, durante o período pleno da economia, quando o salário da população estava mais valorizado e eram comuns as bonificações como participação de lucros, o brasileiro teve a sensação de estar mais rico.

“Com essa realidade, passamos a comprometer mais as nossas finanças com serviços mais caros e recheados de possibilidades. É o caso dos superpacotes de TV por assinatura, em que o cliente paga por uma série de canais adicionais mas na verdade só utilizava os canais que estava acostumado a ver”, afirma Figueiredo.

O consultor traz algumas dicas importantes que podem ajudar o consumidor na hora de reavaliar o orçamento e priorizar seus gastos. Confira.

1) TV a cabo: pecando pelo excesso

A questão da TV a cabo tornou-se para o consultor da Funcesp o exemplo mais claro dessa nova realidade.

Segundo Figueiredo, na grande maioria das vezes a população paga por uma série de canais, mas na realidade usufrui de apenas uma pequena parte deles.

“As pessoas hoje tem um excelente pacote de televisão por assinatura, mas não possuem nenhum reserva financeira. A grande questão é se elas realmente precisam de todo esse pacote, ou se outro plano, mais barato, não seria suficiente”, indaga.

2) Planos de telefonia

Outro exemplo relevante de gastos desnecessários são os grandes planos de telefonia. Muitas vezes o consumidor paga por pacotes que incluem uma série de benefícios, ligações de longa distância gratuitas e facilidades e que o cliente nunca precisa utilizar.

É importante ficar atento à conta de telefone e analisar esses gastos adicionais.

3) Serviços de Streaming de vídeo: luxo ou exagero?

Os serviços de streaming de vídeo, que ficaram famosos e populares com a entrada da Netflix no mercado, também entram na conta do consultor como gastos que devem ser analisados.

Para ele, esses serviços muitas vezes oferecem facilidades ou produtos que o consumidor consegue encontrar na internet gratuitamente.

Outro caso também é a frequência de uso desse serviço que pode não compensar o valor pago.

4) Música paga pela internet

Esse é outro clássico do super gasto. Os serviços de música pagos e utilizados na internet podem ser, na maioria das vezes, dispensáveis.

Para Ricardo Figueiredo, “novamente nos deparamos com a questão da necessidade. Será que temos apenas essas possibilidades de serviços, com esses preços e condições?”.

Na internet, a facilidade com que se encontra músicas disponíveis torna muitas vezes esses serviços um exagero de gastos.

“O consumidor deve avaliar suas reais necessidades para decidir que pontos cortar do orçamento”.

5) Viciados em novos equipamentos

O consultor ressalta também que é preciso reavaliar os bens considerados “top de linha” que são adquiridos, como aparelhos celulares e tênis.

Para Figueiredo, as pessoas devem sempre estar alertas para não confundir necessidade com desejo pessoal. “Quando compramos um celular “top de linha” devemos sempre nos perguntar por que estamos levando este e não aquele outro mais barato e com as funções que necessitamos”.

Essa revisão de gastos aparece como uma oportunidade da população de criar suas próprias reservas para enfrentar momentos econômicos difíceis.

O consultor ressalta a importância de cada família ter suas reservas e alerta para os riscos que a negligência com relação à essa precaução podem trazer.

“Não vivemos mais aquele momento bom da economia, devemos nos readaptar para passar pela crise sem comprometer nossa qualidade de vida”.

Fonte: Exame Online 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Não conseguiu pagar o cartão de crédito? Veja 8 dicas para renegociar a dívida

Com juros de quase 440% a.a, o ideal é fugir da dívida do cartão. Mas, se não deu para pagar, prepare-se para negociar
Imagem: internet
É raro encontrar uma pessoa que não tenha, pelo menos, um cartão de crédito na carteira, pois ele torna o pagamento mais fácil, seguro e cômodo. Uma pesquisa divulgada pela PwC no início de março deste ano mostrou que 78,5% dos brasileiros afirmaram que o cartão de crédito é a opção de pagamento mais usada, ficando à frente do dinheiro e do cartão de débito. Mas o cuidado com o pagamento das faturas deve ser redobrado, uma vez que os juros podem chegar a 439,5% % ao ano. Porém, se houve algum imprevisto e você não tenha conseguido pagar uma fatura, pode surgir a dúvida de como resolver o problema. 

Para isso, reunimos dicas importantes para a renegociação da dívida. A primeira? Não tenha vergonha ou medo de procurar seu credor: ele tem tanto interesse no pagamento tanto quanto você.

“O diálogo é a base de todo o tipo de relacionamento, seja ele pessoal, profissional ou comercial. As administradoras não têm interesse em perder o cliente, assim como ele também não tem interesse em ficar sem um serviço que pode auxiliá-lo quando precisar. Portanto, para que a dívida não vire uma bola de neve, e o consumidor continue tendo dor de cabeça, o mais indicado é procurar a administradora do cartão para renegociá-la”, aconselha o diretor de Marketing e Relacionamento da Sorocred, Wilson Justo.

1. Coloque as contas no papel

Nesse momento, é muito importante que você tenha certeza de todo o dinheiro que dispõe: quanto ganha com descontos, quanto somam outras contas e, por fim, quanto tem disponível para o pagamento desta dívida. Afinal, para começar uma negociação, é necessário saber qual sua base e seu teto.

2. Busque renegociar pessoalmente

Se possível, fuja do telefone e busque renegociar a dívida pessoalmente. “Se você só ligar, provavelmente encontrará um atendente que insistirá no pagamento do valor mínimo da fatura, o que é um suicídio financeiro, porque, dessa forma, estará alimentando um monstro que não tem como parar. O ideal é procurar a administradora do cartão ou falar com um gerente de pessoa física do seu banco”, diz Dori Boucault, consultor financeiro especialista em direitos do consumidor.

De acordo com o consultor, atendentes telefônicos são menos flexíveis para a renegociação, insistindo em valores “astronômicos”.

3. Exija o Custo Efetivo Total (CET) da dívida do cartão

É seu direito pedir o chamado Custo Efetivo Total da dívida, que te deixará ciente do valor que realmente será cobrado: o total com juros, encargos, taxas e impostos. Dessa maneira, você não corre o risco de se iludir e aceitar uma oferta que não conseguirá pagar (que parecerá menor do que é). 

4. Só aceite uma proposta que seja viável

Caso contrário, mesmo que você consiga pagar uma ou duas parcelas, pode encontrar dificuldade mãos a frente e cair em outra dívida, que será ainda pior.

5. Não está satisfeito com a negociação? Continue-a

Lembre-se que ambas as partes – você e a administradora – têm interesse em resolver o impasse da dívida. Assim, vale a pena investir no diálogo e continuar a negociação até que ela seja interessante a você.

6. Chegou a um acordo? Exija parcelas fixas

Se você chegou num ponto de entendimento com a administradora, feche o acordo com um documento em que conste, de maneira muito clara, que o pagamento será feito com parcelas fixas – o que te garante a fugir de parcelas que aumentem ao longo do tempo.

“Isso é muito importante. A pessoa só deve assinar um documento com esta condição. Ela deve fugir de pagar no rotativo”, afirma Dori.

7. Busque formas mais baratas de pagamento

É claro que o ideal é que você consiga pagar a dívida com seu dinheiro depois de fazer uma boa negociação. No entanto, a escolha por um empréstimo com juros menores do que o cartão de crédito, como crédito consignado, por exemplo, pode ser aconselhável. Há administradoras de cartões que também oferecem este serviço e é uma decisão a ser pesquisada e considerada.

8. Busque a Justiça

Se nada der certo e a negociação não chegar a um acordo interessante, uma saída é buscar a Justiça: quem sabe, por meio do poder judiciário, você não consiga atingir um valor possível de ser pago?

Por fim, se você está na situação de credor, mas ainda se sente inseguro para começar uma negociação da dívida, os especialistas consultados pelo iG aconselham a busca da ajuda de profissionais tais como advogados e contadores que possam te orientar da melhor forma possível. “O importante é resolver a questão, fugir de ser reincidente e inadimplente”, finaliza Dori.
por Ana Lis Soares
Fonte: IG Notícias - 18/04/2016

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Disciplina é chave para evitar o superendividamento

Procon Assembleia apresenta dicas para controlar o orçamento pessoal e doméstico

Uma pesquisa realizada em abril/16 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 44,3% dos brasileiros estão com as finanças descontroladas. O superendividamento é um problema que se torna ainda mais grave em períodos de crise econômica, quando a perda do emprego é uma realidade em muitas famílias. O Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) elaborou algumas dicas para ajudar no controle dos gastos e evitar que o consumidor entre no redemoinho do endividamento.

Imagem: internet
Na pesquisa do SPC Brasil/CNDL, outros dados chamam atenção: cerca de 48% dos entrevistados têm medo de não conseguir pagar suas contas; 35% não sabem se vão conseguir honrar o pagamento de dívidas já contraídas; e 32% temem ficar desempregados. Um levantamento recente do Procon Assembleia mostra que 53% dos consumidores de Belo Horizonte estão inadimplentes, isto é, em atraso com seus compromissos financeiros, sendo a maior parte relacionada ao uso excessivo do cartão de crédito ou de loja.

Diante da situação de incerteza econômica atual, a melhor coisa a fazer é economizar nas compras, e a pior é recorrer a empréstimos, afirma o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Em suas palestras sobre Planejamento do Orçamento Familiar, Barbosa ensina que a organização da vida financeira é essencial para evitar o superendividamento. Para isso, é necessário definir as necessidades da família e planejar os gastos, considerando sempre a renda disponível.

Infelizmente, muitos consumidores não fazem isso e acabam optando pelo caminho do empréstimo, por considerarem equivocadamente que é o mais fácil, além do uso excessivo do cartão de crédito e do cheque especial. No entanto, essa é a maneira de o problema aumentar ainda mais por causa dos altos juros cobrados pelos bancos e outras instituições de crédito.

Controle – Conhecer a situação financeira da família significa saber com a máxima precisão possível quanto se ganha e quanto se gasta por mês, além de perceber pra onde vai o dinheiro. Nesse sentido, explica Marcelo Barbosa, é muito útil elaborar uma planilha simples, onde o consumidor anota numa coluna todos os gastos do mês, desde o cafezinho na padaria da esquina até a compra de supermercado.

A regra básica é não gastar mais do que ganha, afirma o coordenador. Assim, quando a situação financeira está apertada, é necessário dizer “não” a alguns pedidos dos filhos, evitar compras por impulso e trocar marcas mais caras por outras mais baratas, por exemplo. É importante reunir a família e deixá-la consciente sobre a realidade do orçamento, alerta Barbosa. Assim é possível que surjam ideias para reequilibrar as contas da casa.

Poupança – Guardar dinheiro para emergências também é uma medida inteligente. A vida de vez em quando nos traz surpresas desagradáveis, como uma doença na família, um acidente de carro e outras situações, e é sempre bom estar precavido. Assim esse dinheiro pode ser usado em caso de necessidade. É fundamental evitar cair na tentação de gastá-lo com outras coisas. Na atividade financeira, disciplina é tudo.

Outra boa dica para evitar o superendividamento é comprar somente à vista. Quem assume prestações “a perder de vista” tende a perder também o controle sobre seu orçamento. Isso sem contar os altos juros embutidos nas parcelas. “O consumidor tem que ter clareza de que aquele valor da prestação significa na prática o comprometimento de parte de seu salário”, diz Marcelo Barbosa. Por isso, é muito mais inteligente juntar o dinheiro na medida do possível e pagar à vista.

Caso já esteja endividado, o consumidor não deve perder a calma. Algumas medidas podem ajudá-lo a “sair do buraco”. Se o débito é com o cartão de crédito, por exemplo, vale a pena pegar um empréstimo bancário com juros mais baixos e quitar a dívida com a operadora do cartão. Negociar com a empresa credora também é uma boa iniciativa, além de, obviamente, mudar hábitos de consumo. Vários clientes têm procurado ajuda do Procon Assembleia para renegociar a dívida, conseguindo resultados satisfatórios em muitos casos.

Atenção redobrada também aos lançamentos presentes nas contas de água, luz, telefone, cartões e outros boletos bancários. Um péssimo hábito do consumidor brasileiro é verificar somente o valor e a data de vencimento. Marcelo Barbosa insiste sempre na necessidade de conferir o detalhamento das faturas. “As pessoas devem observar se há cobranças que elas não reconheçam, evitando assim pagar pelo que não devem”, conclui.

Fonte: Procon Assembleia – Assessoria de Imprensa

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Sucesso nas Finanças: Medida fundamental em tempos de crise

O consumidor deve analisar em seu orçamento doméstico se há itens supérfluos e que podem ser cortados

dinheirama
Rio - Em momentos de crise, fazer um planejamento financeiro é fundamental para tomar decisões antes de sair cortando gastos dentro de casa aleatoriamente. Adotar um plano com base no orçamento familiar consiste em definir quais são os principais objetivos para que se possa alcançar resultados esperados. Antes de tudo, o consumidor deve analisar em seu orçamento doméstico se há itens supérfluos e que podem ser cortados.

Um pacote de internet ou de telefone celular, por exemplo, pode ser alterado para um mais simples e barato. O cliente também tem a opção de trocar de operadora do serviço, com a prerrogativa da portabilidade. Mas não basta apenas executar o planejamento feito para garantir a eficiência das metas e resultados esperados.

É necessário também ter o controle das ações adotadas para que as contas não saiam dos eixos. Uma boa dica para o consumidor, é listar sempre o que foi gasto e acompanhar o planejamento e orçamento financeiro. Alguns produtos que você compra também podem ser substituídos por outras marcas com preços mais acessíveis.

Para quem pretende economizar cortando gastos, monitorar as despesas domésticas é indispensável para alcançar os objetivos. Se o planejamento orçamentário é a bússola, o controle será o leme que determina a direção para se chegar ao destino pretendido.

PERGUNTA E RESPOSTA

“Desde que a crise financeira ficou mais evidente, tenho tentado controlar melhor meus gastos. Deixei de comer com frequência em restaurantes e cortei completamente o uso de táxi. No entanto, não estou conseguindo economizar o necessário com essas pequenas iniciativas. Quais outras medidas que posso adotar sem que eu tenha que cortar celular, TV a cabo e internet?”, Lucia Miranda, Del Castilho

Devemos ter bem definidos nossos objetivos financeiros e focar em nossas metas, traçando um caminho para alcançá-los. A ferramenta que vai te ajudar a conquistar seus resultados de forma positiva é fazer um planejamento financeiro. 

Antes de tomar qualquer decisão, você deve sentar e fazer seu dever de casa: organizar o orçamento doméstico, indicar tudo que você recebe e todas as suas despesas. Isso dará uma visão macro de sua saúde financeira. Quando finalizar, veja o que pode ser eliminado e o que deve ser substituído. Elabore um plano para os itens que serão substituídos, que devem conter uma apurada pesquisa de preços e negociações com seus fornecedores de serviços.

Alguns produtos você pode substituir as suas marcas por outras com preços mais acessíveis. Aproveite também as promoções nos mercados. Em relação à internet, TV a cabo e celular, você pode negociar seu plano atual com às operadoras por uma opção mais acessíveis e mais em conta à sua realidade financeira. 

Você também deve considerar a possibilidade de mudar de operadora — com portabilidade do número do seu celular, por exemplo — e vai se surpreender com os descontos que pode receber.Em períodos de crise financeira, a incerteza dos preços é uma realidade cruel, devido aos indicadores inflacionários. Entre as medidas necessárias estão conhecer melhor o mercado financeiro e buscar produtos que sejam substitutos.

Planejar e controlar as contas são medidas importantes ,com objetivos bem definidos. Um orçamento realinhado fará você ter sucesso. Boa Sorte.
Marta Chaves é gestora nacional do curso de Ciências Contábeis da Estácio.
Fonte: O Dia Online