sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

3 coisas que gerentes de bancos costumam dizer, mas não são verdade

SÃO PAULO – Você ganhou um dinheiro inesperado, ou então trabalhou durante muito tempo, sempre acumulando seu dinheiro, e agora conta com uma boa quantia separada sem destino certo e que deseja investir.

Logo, você pensa que o banco será o melhor lugar para investir esse dinheiro. No entanto, nem sempre isso é o que acontece, uma vez que os interesses do seu gerente não serão, necessariamente, os mesmos que você tem como investidor.

Aderson Gegler, assessor de investimentos da Moinhos Investimentos, diz quais são as mentiras mais comuns que você ouve do seu gerente no banco.

1 – Insistir que título de capitalização é um investimento

"Não é. Título de capitalização é jogo. O que o banco vende é uma expectativa de que o cliente possa ganhar um capital significativo frente ao que ele investiu. Na verdade, o banco faz o dinheiro do cliente ficar 'preso' por vários anos e devolve uma rentabilidade pífia, na maioria das vezes menor até do que a caderneta de poupança", afirma o assessor de investimentos.

2 – Fazer você pensar que o único investimento seguro é a poupança

"Na verdade a poupança possui a mesma garantia que outros investimentos, como CDB (Certificado de Depósito Bancário) ou LCI (Letra de Crédito Imobiliário), que têm exatamente a mesma segurança. Todos eles são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o valor de R$ 250 mil por investidor por instituição financeira", diz Gegler.

3 – Fazer você achar que existe um único investimento para tudo

"Nenhuma carteira de investimentos está completa com apenas um produto. É necessário que se faça uma diversificação inteligente, em títulos e fundos de diferentes categorias, sempre respeitando o perfil de investidor do cliente. Muitas vezes o gerente precisa bater uma meta e acaba ligando para seus clientes para empurrar um ou outro desses produtos, sem nenhum compromisso com o resultado (ou a falta dele) que isso vai gerar para a carteira final do investidor. Com a inflação elevada que temos hoje é muito comum vermos produtos com rentabilidade real (acima da inflação) negativa", encerra o assessor.
Fonte: Info Money

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A felicidade como produto de consumo


Nunca é demais retornar ao tema da felicidade, algo que, como já referi, o mercado oferece abertamente. Nos anúncios publicitários, por exemplo: "Pão de açúcar, lugar de gente feliz". Nos nomes de produtos e nas promoções como a dos brindes no Mc Lanche Feliz ou do Mc Dia Feliz do Mc Donald's. O mercado oferece também a paixão, que, claro, leva à felicidade: "Grandes paixões a gente nunca explica. Apenas sente. Seja sócio Premiere FC e viva a emoção de ver as conquistas do melhor time do Brasil: o seu!" etc.

Examinando-se os anúncios publicitários, como regra, o que se vê são pessoas bem sucedidas, sempre sorridentes, alegres, cantando, se abraçando, passeando, dançando, enfim, felizes. E não é para isso que os produtos e serviços são oferecidos? Para que as pessoas se sintam bem, se satisfaçam, atinjam seus sonhos, cheguem ao patamar desejado, isto é, se sintam felizes?

Para a insatisfação com o corpo, partes postiças; para as rugas, cremes miraculosos; para as gordurinhas indesejadas cintas e roupas adequadas ou academias repletas de promessas ou, ainda, dietas que adornam a esperança; tudo, naturalmente, para que, no final das contas, nós consumidores atinjamos um excelente patamar de vida. Férias? É o momento de suprema felicidade. Quer emoção? Paixão? Não perca as finais do campeonato de futebol e sinta-se sublime. Pacotes de viagem, hotéis, lugares paradisíacos ou simplesmente indispensáveis (Paris, por exemplo, ou Nova York). Desfrutar os momentos de lazer, passeando à beça e conhecendo muitos lugares ou simplesmente não fazendo nada etc.; mais uma vez, para quê? Ora, sermos felizes.

Se nós fossemos capazes de conseguir olhar por trás dos bens adquiridos, para além dos serviços, por debaixo das embalagens, para dentro da química dos alimentos e dos cosméticos, se pudéssemos ver realmente como as coisas são, numa espécie de raio X mágico que enxergasse o espírito dos produtos e dos serviços, certamente encontraríamos um anjo (!) sorridente que nos entregaria a chave da porta de entrada da cidade feliz; um lugar onde poderíamos, afinal, respirar sossegados e em paz, essa que talvez seja a irmã da felicidade.

Mas, será que esse anjo existe? Ou se trata de mais uma ilusão oferecida pelo mercado? O modelo de produção muito bem engendrado foi capaz de, aos poucos, encontrar e preencher certos espaços vazios encontrados na alma humana. As pessoas foram muito bem estudadas em seus anseios, suas dificuldades, seus desejos, suas necessidades, seus comportamentos etc. Além disso, a vida social foi esmiuçada e acabou por ser penetrada pelo modelo de produção capitalista. Desse modo, aos poucos, o mercado foi avançando no meio social e penetrando no coração das pessoas. Os espaços encontrados foram sendo preenchidos pelos produtos e serviços oferecidos no mercado.

Atualmente, o poder do mercado é tamanho que praticamente nada se lhe escapa. Como já demonstrei em vários artigos meus aqui publicados, o modelo de produção acabou se imiscuindo em praticamente todas as esferas sociais, afetando relações pessoais, de emprego e sociais das mais gerais, o sistema educacional, os esportes etc. E também a própria relação dos indivíduos entre si.

Pergunto: será que o que se esconde por detrás dessa enorme profusão de produtos e serviços é uma promessa de encontro da felicidade? Ou, dito de outro modo, será que o sucesso do mercado de consumo no atual modelo capitalista ocorre porque, no fundo, o que se está oferecendo, ainda que não declaradamente, é a felicidade?

É possível ilustrar esse processo de oferta e também o quanto os fornecedores conhecem a alma do consumidor com vários exemplos, mas ficarei apenas com um, que aqui já citei e que é muito peculiar: o dos videntes, médiuns, leitores de búzios etc., que prometem resolver, dentre outros, os problemas amorosos dos consumidores-consulentes. Fazendo uma pesquisa, descobri uma série de anúncios desse tipo de serviço em jornais e revistas.

Caro leitor, veja esse publicado numa revista: "Amor perdido. Trago de volta quem você ama, melhor que era antes". E há muitos casos de oferta para o encontro do amor verdadeiro, para a salvação do casamento etc.

Se essas ofertas existem é sinal de que há um público consumidor interessado nelas. Isso demonstra que, realmente, o mercado conhece profundamente o consumidor em suas dificuldades, necessidades, anseios, desejos, sonhos etc. Mostra, também, que por trás das ofertas – não só nestas como em muitas outras – existe uma promessa de encontro da felicidade.

Do ponto de vista do consumismo, isto é, das compras exageradas de produtos e serviços, muitas delas desnecessárias, isso talvez explique um círculo vicioso contínuo e interminável: o consumidor vai ao mercado procurar a felicidade e compra, para tanto, sapatos, relógios, roupas, viagens, consultas em videntes etc., mas, como nem sempre consegue ser feliz por esse meio, continua comprando na esperança vã de atingi-la.
Por Rizzatto Nunes
Fonte: Migalhas

Problemas com o banco? Dica n° 1: não procure o gerente; veja onde reclamar

Quem nunca teve problemas com o banco? Cobranças indevidas e falta de informações importantes sobre produtos são alguns dos exemplos mais comuns.

Na hora de reclamar, o primeiro cuidado é não procurar o gerente do próprio banco, diz o Idec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor). "Por mais bem- intencionado que seja, o gerente é pressionado a atingir metas", diz Ione Amorim, economista da entidade.

A recomendação é acionar outros canais de atendimento. Veja o passo a passo para registrar suas queixas.

1. Ligue para o SAC

O SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) deve ser o primeiro canal procurado na hora de reclamar. Por lei, todo banco precisa ter uma linha de telefone 0800, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. A ligação é gratuita de telefone fixo e celular. Todas as ligações são gravadas.

Ao registrar a reclamação no SAC, você receberá um número de protocolo. É fundamental guardá-lo, tanto para ter acesso a essa ligação no futuro como para dar prosseguimento à reclamação.

Segundo Ione, o SAC do banco tem um prazo de cinco dias úteis para dar resposta ao consumidor.

O cliente pode pedir a gravação da conversa --elas devem ficar guardadas por pelo menos 90 dias, segundo as regras para o SAC. Caso necessite juntar provas, entre em contato com o próprio 0800 e solicite a gravação. Os bancos devem manter o registro eletrônico do atendimento por no mínimo dois anos após a solução do problema.

Veja os números do SAC dos principais bancos:

  • Caixa Econômica Federal: 0800 726 0101
  • Banco do Brasil: 0800 729 0722
  • Bradesco: 0800 704 8383
  • Itaú Unibanco: 0800 728 0728
  • Santander: 0800 762 7777
2. Busque a ouvidoria

Regulamentada pelo Banco Central, a ouvidoria é a instância do banco que tem mais poder para resolver os problemas dos clientes. Seu papel é cuidar para que esse relacionamento seja o melhor possível. A ouvidoria, aliás, faz a gestão do SAC.

Ela deve ser o próximo passo, caso o SAC não tenha resolvido o problema em até cinco dias úteis. Ao ligar, lembre-se de ter em mãos o número de protocolo fornecido no SAC. A ouvidoria também fornece um protocolo e se compromete a dar uma solução ao problema em até dez dias úteis.

Um erro, segundo Ione, é falar apenas com o SAC e usar as redes sociais para reclamar.

“Os canais internos dos bancos são regidos pela lei. Já as redes sociais têm apenas o papel de constranger o banco, mas não têm o caráter fiscalizatório.” Ione Amorim, do Idec

Confira os números da ouvidoria dos principais bancos:

  • Caixa Econômica Federal: 0800 725 7474 
  • Banco do Brasil: 0800 729 5678 
  • Bradesco: 0800 727 9933
  • Itaú Unibanco: 0800 570 0011
  • Santander: 0800 726 0322
3. Registre queixa no Banco Central

Também vale a pena enviar a reclamação ao Banco Central, órgão responsável por regular e fiscalizar os bancos. Isso pode ser feito pelo site (https://www.bcb.gov.br/pre/portalCidadao/bcb/reclamacaoDenuncia.asp) ou pelo telefone 145 (de segunda a sexta, das 8h às 20h; é cobrada tarifa de ligação local). Para reclamações, é preciso digitar a opção 8. Já a opção 6 vale para informações sobre cobranças indevidas.

O BC não resolverá o seu problema, pois não pode atuar em casos específicos de consumidores. Mesmo assim, é importante denunciar, porque isso ajuda o BC a fiscalizar o sistema financeiro, segundo especialistas. Além disso, contribui para elaboração do ranking das instituições financeiras que mais recebem reclamações, divulgado mensalmente pelo BC.

Só assim é possível mapear os problemas para aperfeiçoar o acompanhamento feito junto aos bancos e desenvolver ações que melhorem o relacionamento com os clientes.

4. Reclame no Procon de sua cidade

Não teve seu problema resolvido? Vá atrás dos seus direitos no Procon da cidade onde mora. No site do Ministério da Justiça (http://portal.mj.gov.br/ControleProcon/frmLogon.aspx), é possível encontrar o endereço e o contato dos Procons em todo o Brasil. Esse contato pode ser feito pelo telefone ou pessoalmente.

No caso de São Paulo, além do telefone, o Procon oferece atendimento a distância. Basta entrar no link (http://www.procon.sp.gov.br/categoria.asp?id=1200) e escolher uma das opções: atendimento eletrônico, Facebook, Twitter ou caixa postal.

"Ao reclamar, o Procon vai negociar com o banco, que tem até dez dias para dar a resposta ao cliente", diz Renata Reis, coordenadora do Procon-SP. Se o banco não responder nesse prazo, o órgão de defesa do consumidor abre um processo administrativo, que pode demorar 120 dias para chegar ao final. Se ganhar, o Procon pode multar o banco.

O ideal, segundo os especialistas, é seguir os passos, ou seja, só depois de esgotadas as tentativas com o SAC e a ouvidoria, o próximo recurso é o Procon.

5. Recorra à Justiça

Se nada disso funcionar, o consumidor pode entrar com uma ação na Justiça. Para isso, deve separar toda a documentação que comprove o problema e os passos que deu até aqui.

Com as provas em mãos, procure o Juizado Especial Cível (antigo Juizado de Pequenas Causas), que aceita causas de até 40 salários mínimos (R$ 38.160) --nas causas abaixo de 20 salários (R$ 19.080), não é preciso ter advogado. No Juizado Especial Federal, o limite é maior: até 60 salários mínimos (R$ 57.240). Para valores maiores, será preciso entrar com processo na Justiça comum. Nesse caso, é preciso procurar um advogado.

Fonte: Danylo Martins - Colaboração para o UOL

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quem ama, educa! Com o poder do 'não'

Internet
Para 90% dos pais ou mães, a educação financeira dos filhos é 'muito importante'

Rio - "Quem ama, educa” é uma dessas verdades solares, universais e transcendentais. E também é verdade que “quem ama, educa financeiramente”. Para 90% dos pais ou mães, a educação financeira dos filhos é “muito importante”. O problema é que, dentro dessa obviedade, há uma inabilidade: 60% desses senhores e senhoras admitem “fazer a vontade dos filhos” na hora das compras e admitem ignorar o poder do “não”. Ou seja, também na área econômica, temos um fosso colossal entre o que os pais e as mães “sentem” pelos filhos e o que eles e elas “fazem” pelos filhos.

Diálogo e parceria

Isso acontece quando faltam no ambiente familiar atitudes fundamentais para o equilíbrio do orçamento doméstico, como diálogo, parceria e transparência. É preciso haver conversa, conscientização e compreensão sobre as possibilidades, as necessidades e os limites do dinheiro. E essas atitudes devem envolver todos os “entes queridos” — crianças, adolescentes, adultos, idosos e... os agregados (cunhados costumam ser o maior perigo). O diálogo ajuda a evitar euforias, desperdícios ou irresponsabilidades, especialmente no consumo, principalmente com o jovem.

A ninguém deve ser dado o direito de negligenciar os gastos correntes no lar doce lar, sob o risco de transformá-lo no lar duro lar. Lidar com o dinheiro achando que “quem tem, pode tudo” é uma arrogância que vai custar caro ao caráter — e um novo caráter ou um caráter novo não é coisa que se encontre nas lojas, como se fosse um i-Phone... muito menos em promoção.

Quando se trata de educação financeira — de pais para filhos, de mães para filhas etc — é essencial deixar claro que querer não é poder... poder é poder dizer “não”. Sem muita rigidez, que pareça avareza ou sovinice. Sem muita ternura, que pareça culpa ou remorso. Quem ama, também diz “não”. Simples assim.

Impulsos e cenários alarmantes

Um dos destaques do meu livro Faça as Pazes com o Dinheiro é o bom trabalho do SPC Brasil, que ao longo dos últimos anos, tem encomendado pesquisas nacionais para entender melhor o comportamento de compra dos brasileiros e o perfil dos consumidores inadimplentes no país.

Esses estudos mostram cenários ainda alarmantes: 8 em cada 10 brasileiros (80%) não fazem controle total de suas finanças, ou porque não conseguem ter disciplina ou porque não sabem como anotar gastos, não sabem estabelecer prioridades; e 85% dos consumidores admitem fazer compras por impulso, movidos por questões emocionais.

Mais de um terço não revela salário

Diante desses e outros números, profissionais da empresa concluíram que a inadimplência é muito mais ligada ao comportamento e aos hábitos dos consumidores do que relacionada ao tamanho do próprio orçamento. 

Uma das muitas contribuições destacadas no ótimo site meubolsofeliz.com.br foi uma pesquisa reveladora de que mais de um terço dos casais brasileiros (35%) não sabe ao certo o valor do salário do companheiro.

O estudo mostra que não há o costume de se discutir o orçamento familiar com o cônjuge e com outros membros da família: apenas 31% das famílias brasileiras conversam abertamente sobre os gastos e as receitas da casa.

Assunto escondido só piora a situação

O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, explica que a disciplina em família com objetivo de cuidar do dinheiro da casa é fundamental para uma vida financeira saudável e organizada. Para ele, individualmente, o consumidor sabe pouco sobre como conduzir seu orçamento pessoal ou simplesmente não se importa muito com isso. 

“A situação só piora quando um assunto que deve ser compartilhado com os familiares fica escondido”. Resumindo: o ideal é conversar sobre dinheiro tanto nos momentos bons quanto nos ruins. Assim, na hora da dificuldade, o assunto poderá ser tratado de forma mais suave, natural e barata.
por Alex Campos
Fonte: O Dia Online

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Saiba como aproveitar o CARNAVAL sem prejudicar o seu orçamento


De acordo com educador financeiro, customização de roupas é uma boa opção para economizar dinheiro com fantasias durante as festas de carnaval

O carnaval está chegando e com ele, muitos planejam viajar, participar de eventos nas cidades e até mesmo descansar. Para isso, é importante que as pessoas analisem suas condições financeiras e utilizem apenas o necessário para que não fiquem endividados ou com o orçamento apertado após o término das festas.

“Planejar o carnaval com antecedência é um excelente hábito tanto para a saúde física, quanto para a financeira. Assim a pessoa ou família tende a aproveitar o feriado de forma mais consciente, evitando excessos e respeitando o orçamento. Afinal, quem deseja que cinco dias comprometam a vida financeira até o final do ano?”, afirmou o educador financeiro e diretor da DSOP ABC em São Paulo, Edward Cláudio Jr.

Para ajudar o consumidor a economizar no feriado, o diretor da DSOP ABC separou 6 dicas que impactarão no planejamento e no diagnóstico financeiro para o período carnavalesco.

1- Crie um orçamento
Para evitar que o período de festas se transforme em pesadelo, se planeje de acordo com sua condição financeira atual. Procure fazer um orçamento antecipado desses gastos, levando em consideração também seus ganhos e despesas habituais.

2- Economize na fantasia
Caso vá participar de blocos de rua ou festas temáticas, cuidado para não gastar excessivamente nas fantasias, principalmente nas alugadas. Uma boa dica é utilizar as que já têm ou apostar na customização de roupas para incrementar o visual.

3- Planeje viagens com antecedência
Se for viajar, busque pesquisar com antecedência os melhores pacotes e condições de pagamento. Caso seu orçamento esteja comprometido, uma boa opção é se divertir com o que tem e programar as viagens para o próximo ano.

4- Evite o desperdício
Uma opção para quem quer economizar é ficar em casa. Porém, se mantenha atento aos gastos de água, luz e gás. Quando for cozinhar, opte por itens mais frescos e evite o desperdício de alimentos, buscando reaproveitar as sobras para desenvolver novas receitas. 

5- Participe de eventos gratuitos
Em várias cidades há eventos gratuitos e comunitários para toda a família e com programações especiais. Porém, é importante ficar atento aos gastos com o transporte, gasolina e estacionamento. Uma boa opção para esses casos é o transporte público ou o compartilhamento de táxi com os amigos.

6- Não gaste mais do que pode
Não se deixe levar pela euforia do carnaval. Por mais que o período seja festivo, mantenha os pés no chão e evite o descontrole financeiro. Tome cuidado com o consumo exacerbado, seja ele de alimentos, bebidas alcoólicas, festas em casa ou viagens. Respeite o seu padrão de vida nessa data, para que possa seguir 2017 sem muitos prejuízos no orçamento.
Fonte: Brasil Econômico

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dicas para diminuir as despesas domésticas

Com medidas simples, é possível reduzir bastante os gastos mensais com energia elétrica, água, telefone e outras despesas. Saiba como! 

Todos os meses, a grande maioria da população se desdobra para tentar equilibrar o orçamento doméstico. Mas, invariavelmente, os gastos acabam sendo maiores do que os ganhos. Sim, o salário está curto e os preços estão altos. Mas, em muitos casos, o que faz a diferença são pequenos descuidos que, somados, representam um enorme prejuízo. 

A médica Neide Frederico, de São Paulo, aprendeu a lição. Ela não se conformava com o valor da conta de telefone na sua casa, onde mora com as quatro filhas. "Eu perguntava para os meus conhecidos e ninguém gastava tanto quanto eu. Alguma coisa estava errada", afirma. Ao analisar sua conta de telefone, ela percebeu que a maior parte das ligações feitas eram para celulares, que custam até 20 vezes mais do que ligações para telefones fixos. "Fizemos uma reunião aqui em casa e chegamos a uma conclusão: ligar para celular só em caso de extrema necessidade e para dar recados curtos". 

Neide ainda acabou descobrindo outras formas de economizar. "Existem horários e dias melhores para fazer ligação, em que a tarifa fica 30%, 50% ou até 75% menor", revela. O resultado é que o valor da conta de telefone caiu pela metade e, empolgada com a economia feita, a família toda já pensa em outras medidas para reduzir os gastos. "Agora vamos analisar como podemos diminuir a conta de luz e de água", diz a médica. 

Muitas pessoas podem pensar que não vale a pena se esforçar para economizar um pouco aqui, outro tanto ali. Mas, juntando pequenas quantias, no final a economia é bastante significava. Leia abaixo as dicas do Procon (Fundação de Proteção ao Consumidor) para controlar seu orçamento doméstico. Se você levar a sério todas essas recomendações, verá como é fácil evitar desperdícios e outras armadilhas que fazem o dinheiro desaparecer do seu bolso! 

Alimentação: 
# Antes de ir ao supermercado, elabore uma lista de tudo o que você precisa. Desta forma, evitará gastos desnecessários. Fique atento à disposição dos produtos nas prateleiras: supérfluos e itens mais caros estão, normalmente, sempre ao seu alcance. 

# Lembre-se de que as pessoas têm maior tendência a comprar supérfluos quando vão ao supermercado com fome. 

Vestuário: 
# Não compre por impulso. Pesquise! O mesmo produto pode, por vezes, ser encontrado em diversas lojas por preços diferenciados. Cuidado com as promoções. Nem sempre elas são tão vantajosas quanto se apresentam. 

Mensalidades: 
# Atente-se às cláusulas referentes às datas de vencimento dos pagamentos, assim como às penalidades previstas em contrato. Procure, se possível, adequar os vencimentos a datas posteriores a do recebimento do seu salário. 

Energia elétrica: 
# Aproveite a iluminação natural, abrindo cortinas e janelas. Locais que não estão sendo usados dispensam lâmpadas acesas. Lembre-se de que pinturas escuras dentro de casa exigem mais iluminação, gerando maior consumo de energia . Em locais de grande circulação (cozinha, área de serviço, banheiro) procure utilizar lâmpadas fluorescentes, que duram mais e reduzem o gasto com energia. 

# Geladeiras e freezers: mantenha o aparelho desencostado de móveis ou paredes, em local arejado e distante de fontes de calor (fogão, luz solar etc.). Evite o "abre e fecha" das portas que provoca grande consumo de energia e não a deixe aberta por longo tempo. Descongele periodicamente. No inverno, regule o termostato do equipamento na menor potência, pois, nesse período, a temperatura não precisa permanecer tão baixa. Saiba que não se deve pendurar roupas na parte traseira do refrigerador. Verifique se a borracha de vedação da porta está em perfeito estado. Não coloque alimentos quentes no interior da geladeira, nem forre prateleiras com toalhas, tábuas, plásticos etc., que prejudicam a circulação do ar frio. Siga rigorosamente as orientações fornecidas pelo fabricante do aparelho. 

# Acumule a maior quantidade possível de roupas e passe-as de uma só vez, evitando ligar o ferro constantemente. Siga a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Passe primeiramente as peças que necessitam de baixas temperaturas e vá regulando o aparelho à medida que os tecidos forem necessitando de mais calor para serem desamassados. Antes de terminar o trabalho, desligue o ferro, aproveitando o calor restante para passar peças leves e pequenas. 

# Evite banhos demorados. Limpe os orifícios de saída de água regularmente. Mude a chave do chuveiro de inverno para verão nos dias quentes. Faça isso com o aparelho desligado. 

# Desligue a televisão quando ninguém está assistindo e não durma com a tevê ligada. Caso o aparelho disponha de "timer", programe-o adequadamente. 

# Utilize máquinas de lavar e secar em sua capacidade máxima, porém, sem sobrecarregá-las. Mantenha os filtros limpos. No caso das lavadoras, a quantidade de sabão deve ser adequada, de acordo com o indicado pelo fabricante. Mantenha o nivelamento dos aparelhos em relação ao chão. 

# Evite ligar e desligar a torneira elétrica constantemente. Ensaboe todas as peças e só depois enxágüe. 

# Habitue-se a fazer uma manutenção periódica em toda parte de fiação elétrica e dos equipamentos da residência. 

Telefone: 
# Procure utilizá-lo racionalmente. Ligações mais demoradas e/ou interurbanas ficarão mais baratas se feitas em horários de tarifas reduzidas. Informe-se junto às operadoras e pesquise quais são esses horários. Lembre-se de que as ligações em aparelhos celulares possuem tarifas mais elevadas. 

# A utilização da Internet pode ocasionar aumento significativo no valor da conta telefônica. Estabeleça limites para o uso e verifique os horários que apresentam tarifas mais baratas. 

Água: 
# Mantenha as torneiras sempre bem fechadas e verifique regularmente se não há vazamentos. Utilize a água racionalmente para lavar roupas, louças, limpeza e banho. 

Aluguel e condomínio: 
# Procure não comprometer mais do que 1/3 de seu orçamento com o aluguel e condomínio. Pague sempre em dias essas despesas, evitando juros e multas. Participe regularmente das assembléias de condomínio. 

# Impostos como IPVA, IPTU e outros devem ser considerados na elaboração de seu orçamento. Contribuições a orgãos de classe e compromissos com instituições assistenciais não podem ser esquecidos e devem ser relacionados. 

Despesas eventuais: 
# Preserve sempre uma parcela de seu salário para os gastos imprevistos que podem ocorrer mensalmente, como: a compra de remédios, a necessidade de adquirir um presente, um pequeno reparo em um eletrodoméstico ou uma saída com a família ou amigos. 

# Despesas sazonais como volta às aulas, datas comemorativas (Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, da Criança, Natal, Páscoa etc.), também devem ser consideradas. Elas podem representar um gasto substancial em seu orçamento. 

Na hora da compra: 
# Ao fazer suas compras é importante lembrar que os estabelecimentos comerciais colocam à sua disposição diferentes formas de pagamento. Evite qualquer comprometimento do seu orçamento, analisando a real necessidade da compra em parcelas e seu efetivo custo. 

# À vista: opte por esta forma de pagamento. Isto pode possibilitar bons descontos e evitar futuros aborrecimentos. 

# A prazo - fique atento às taxas de juros cobradas para o financiamento de mercadorias e serviços. O preço à vista, da entrada, das parcelas, do total a prazo, bem como as taxas de juros, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a TAC (Taxa de Abertura de Crédito) devem ser informados previamente, conforme está previsto no Código de Defesa do Consumidor. 

# Mesmo no parcelamento "sem acréscimo" geralmente estão embutidos altos juros. 

# Atrasos no pagamento da prestação de financiamento implicam multa de até 2% . 

# É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada dos débitos, total ou parcialmente, mediante a redução proporcional dos juros e demais acréscimos. 

# Cheque é uma ordem de pagamento à vista. Ao emiti-lo, lembre-se de que ele poderá ser descontado imediatamente. Cuidado: 

- a insuficiência de fundos pode caracterizar crime; 

- ao sustar o cheque você não estará livre da obrigação do pagamento nem de ser protestado pelo fornecedor de produtos e serviços, exceto nos casos de perda, furto ou roubo e mediante a apresentação do boletim de ocorrência. 

# Cheque pré-datado é um acordo informal entre fornecedor e consumidor. Se você for utilizá-lo como forma de pagamento, faça constar do pedido, da nota fiscal ou do orçamento os números dos cheques e as datas previstas para os descontos . Esta é a sua única garantia caso o fornecedor venha a depositá-lo antes do combinado. 

# Os valores desses cheques deverão fazer parte de seu orçamento (despesas fixas) durante os meses em que eles serão descontados. Se possível faça opção de pagamento por meio de carnê, principalmente se a mercadoria for para entrega futura. 

# Cheque especial - evite entrar no limite do cheque especial, já que as taxas de juros costumam ser muito elevadas; não faça desse limite um segundo salário. 

# Cartão de crédito - o controle das despesas realizadas com cartão exige cuidados. Verifique a conveniência de ter mais de um cartão, não se esquecendo de incluir, em suas despesas, as anuidades. Pague a fatura integralmente na data do vencimento. Além da multa de até 2% por atraso no pagamento, os juros cobrados no parcelamento do saldo devedor são muito altos. Em situação de inadimplência, seu cartão poderá ser cancelado.

- É ilegal estipular preços diferenciados para pagamento à vista e no cartão. 
Por Carla Oliveira 
Fonte: SOS Consumidor

Você controla seu cartão de crédito ou ele que controla você?

Especialista em finanças explica a Oneomania, a doença do consumismo, e diz como evitar chegar a esse ponto
Não é surpresa para ninguém que um dos grandes vilões do sucesso financeiro, é o perfil consumista. Conhece uma pessoa que vai ao shopping comprar algo que realmente não precisa? Ou mesmo aquela que visita endereços de compra na Internet e adquire as mais diversas e desnecessárias bugigangas? Mas quando consumimos em excesso e somos financeiramente descontrolados, o resultado é inevitável: aumento de dívidas com cartões de credito, conta corrente negativa, perda de bens, e, até mesmo, lares destruídos. Pessoas endividadas, muitas das vezes, se isolam e, para amenizar suas dores e carências, fruto do próprio isolamento, recorrem à novas compras, e, então, inicia-se um círculo vicioso sem fim.

Segundo o palestrante e coach financeiro, Robson Profeta, nossa sociedade valoriza o “ter” em detrimento do “ser”. “É uma constatação. Somos acostumados a avaliar - e sermos avaliados - pelas nossas roupas, casas, carros, hierarquia social, patentes etc”, comenta o profissional. “Além disto, a maioria dos veículos de comunicação está vendendo tudo a todo instante. Temos o Big Data, ou seja, a inteligência das máquinas que analisa nosso padrão de consumo na Internet. Se você, inocentemente clica em um anúncio de sapato, a foto deste sapato aparecerá nas suas redes sociais, sites de busca, e-mail, ou mesmo no seu celular”, completa.

Além de sermos uma sociedade de consumo, segundo o coach, o problema vai muito mais a fundo “Como se não bastasse, existe em nosso cérebro, um neurotransmissor chamado dopamina - responsável pela sensação de prazer. Este neurotransmissor também é liberado quando vamos às compras. A dopamina funciona como uma droga, seu efeito causa prazer, mas passa cada vez mais rápido, e então, precisamos de mais. É como se estivéssemos aumentando a dose da droga, pois a mesma está perdendo seu efeito”, diz Robson.

Ainda de acordo com o profissional, o medo, ansiedade, depressão e angústia, são alguns sentimentos comuns na sociedade atual. Estes sentimentos precisam ser combatidos para que nossa vida não fique preto e branca “Quando preenchemos nossas vidas com amigos, esportes, encontros sociais, a tornamos colorida. Bem ou mal, as compras também entram aqui para ajudar a colorir nossas vidas”, conta o coach. Se vivemos o consumismo; se a tecnologia nos ajuda a consumir mais e mais; se sentimentos ruins existem e precisamos espanta-los; se existe um neurotransmissor que gera prazer ao comprar, fica muito fácil entender porque consumimos.

“A primeira etapa para o tratamento da ‘Oneomania’ é a tomada de consciência. É reconhecer a existência do problema e, claro, se não conseguir resolver, buscar ajuda profissional. Além de profissionais especializados, que podem auxiliar no processo de cura, existem sites de apoio como, por exemplo, ‘Devedores Anônimos’, que prestam um excelente serviço à sociedade”, aconselha o especialista.
Fonte: Administradores