segunda-feira, 6 de junho de 2016

Como os problemas com dinheiro afetam diretamente a sua vida pessoal !

Há alguns anos eu tive uma crise de enxaqueca severa, daquelas que anulam a possibilidade de manter uma vida normal. Até mesmo pensar passou a ser uma tarefa dolorosa. Fui ao hospital algumas vezes até que uma tomografia detectou um pequeno aneurisma que só podia ser tratado cirurgicamente. Felizmente os avanços da medicina são fantásticos, e as cirurgias de hoje são menos invasivas. O procedimento todo foi feito por um cateter, que, como num passe de mágica, eliminou o aneurisma, a dor e o medo.

Não, este artigo não é sobre aneurismas ou cateteres, mas é sobre dor de cabeça, sim. Durante as várias consultas que fiz, uma coisa me chamou a atenção: os médicos sempre queiram saber como andava minha vida financeira. Perguntavam se eu estava preocupado com dívidas, se tinha problemas para pagar minhas contas, se estava gastando mais do que ganhava.

Felizmente eu podia dizer que não estava com problemas financeiros, e que estava com as contas em dia. Curioso, indaguei a um dos médicos sobre essa pergunta, e ele foi enfático em dizer que o sofrimento psicológico provocado pela falta de dinheiro é uma das mais importantes, e presentes, causas da dor de cabeça, além de outros problemas de saúde.

Faz sentido, pensei, pois a dificuldade financeira não se esgota em si mesma. Na verdade, é um problema que tem o potencial de produzir muitos outros, nas mais diversas áreas da vida de uma pessoa, de uma empresa e até de um país inteiro.

A explicação está na profunda conexão que o dinheiro tem com quase tudo com que nos relacionamos. Para entender, podemos recorrer aos ensinamentos de um psicólogo americano chamado Abraham Maslow. Ele é conhecido por ter estudado profundamente as necessidades do ser humano, que devem ser atendidas para que ele seja um ser integral e realizado. Na verdade, sua maior contribuição não foi a lista das necessidades em si mesma, mas a hierarquia que ele criou para elas, e que acabou conhecida como a Pirâmide de Maslow.

Segundo ele, uma pessoa só se ocupa de uma necessidade se outra, anterior, estiver devidamente atendida. Na versão simplificada, as necessidades colocadas na base da pirâmide são as fisiológicas, seguidas das de segurança pessoal, relações humanas, afeto, até chegar ao ápice, onde estaria a busca da realização pessoal.
imagem: internet
A teoria de Maslow é facilmente verificável em várias áreas da vida, como nas escolas, nas empresas e nas famílias. Explica, por exemplo, porque uma pessoa com fome não trabalha bem, com sono não consegue estudar, sem estar integrado ao grupo não se compromete com os objetivos da empresa, ou ainda, porque um jovem abandona a família para se ligar a um grupo com que ele se identifica minimamente.

A análise desse estudo nos ajuda também a entender a vida conflituosa que uma pessoa passa a ter quando está em desiquilíbrio financeiro. Gastar mais do que se ganha é o caminho certo para que a pirâmide inteira de uma vida seja balançada. Relações humanas são afetadas, casamentos são abalados, projetos e sonhos são arquivados, e a própria autoestima, tão importante à estabilidade emocional e à felicidade pessoal, sofre com significativas fissuras.

O lado positivo de um momento de dificuldade financeira, é que, por seu grande desconforto, ele provoca movimento, atitude, revisão da vida, realinhamento das prioridades.

É sempre conveniente lembrar o que dizem todos os manuais de alfabetização financeira: o dinheiro não é responsável nem pela crise, nem pela tranquilidade. O que está por trás dessas duas possibilidades é a gestão que fazemos de nossos recursos. Em geral, pessoas que entram em desiquilíbrio o fazem mesmo depois de terem mudado seu patamar de ganho. Gastar mais do que se ganha é sempre possível, independente de quanto você ganha. Estar equilibrado, também.

Por isso, empenho no ganhar, cautela no gastar e sabedoria no investir, formam a melhor combinação para evitar as dores de cabeça, e manter a pirâmide das necessidades em seu devido lugar. Experiência própria.
Por: Eugênio Mussak
Fonte: medium.com/itau

Educação financeira das crianças é tarefa só dos pais? Escolas provam que não

Imagem: dsop
Sucesso de projetos em colégios de SP mostra que compromisso e sustentabilidade se constroem desde cedo

Há três anos o Colégio Marista Arquidiocesano, em São Paulo, incluiu a temática da educação financeira na sua grade curricular e vem ensinando seus alunos do ensino fundamental ao médio a lidar de maneira saudável com o dinheiro.

Durante a infância, as noções da educação financeira são trabalhadas de forma lúdica, por meio de excursões e brincadeiras em sala de aula. A simulação do ‘mercadinho’, que conta com caixa, produtos e dinheiro de verdade ensina as crianças a escolher, comprar e refletir sobre o valor do dinheiro. O passeio a um dos principais parques e espaços educativos da cidade não compreende apenas jogos, mas também discussões sobre quanto e como cada estudante gasta seu dinheiro em cada atividade.

Do quarto ao sexto ano, a brincadeira fica um pouco mais séria, com ensinamentos sobre conceitos, como juros e parcelamentos, e ideias de responsabilidade, desperdício e sustentabilidade. E do nono ano até a conclusão do ensino médio, os alunos já se tornam aptos a lidar com problemas envolvendo financiamentos, empréstimos, juros simples e juros compostos, e cálculos de descontos. A essa altura, os mercadinhos são substituídos por apostilas, exercícios e elaboradas apresentações.

Foi a coordenadora de matemática do colégio, Rita Laselva, quem teve a ideia de inserir a educação financeira na educação tradicional do Marista. A ideia não foi bem aceita apenas entre os professores, mas também entre os estudantes.

“A matemática financeira é uma parte da matemática que chama a atenção dos alunos. Eles são muito receptivos aos ensinamentos e levantam muitos questionamentos, especialmente em relação às maneiras como ele pode ser aplicado. É comum, por exemplo, eles trazerem para a sala de aula ideias e perguntas sobre investimentos levantadas durante diálogo com os pais, então, eles acabam se envolvendo bastante”, conta Laselva.

As maneiras de usar a mesada também é uma questão que ganha espaço em sala.

“A gente começa a ensinar que eles precisam poupar parte desse dinheiro, e eles passam a questionar se realmente precisam gastar toda a quantia que ganham dos pais. A gente também percebe mudanças das atitudes deles em relação ao dinheiro, quando, por exemplo, eles questionam o preço dos produtos da cantina.”

Mas não é preciso ser um adolescente para ter esse tipo de atitude. O estudante da Escola Estadual Luis Elias Atiê, Antônio Cassiano Ferreria, de apenas 7 anos, mostra no dia a dia que uma criança pode aplicar no dia a dia conceitos básicos de matemática financeira.

“Quando a gente vai ao supermercado, ele não coloca mais a mesma quantidade de coisas que ele costumava colocar. Eu limito o número de guloseimas que ele pode comprar a apenas uma. Depois das aulas, ele começou a comprar os preços das guloseimas. Se é muito cara, e ele vê que tem uma mais barata, ele compra a mais barata”, conta a fotógrafa e mãe do Antônio, Carla Cristina Lima da Silva.

“Ele sempre lembra que a gente precisa economizar. A gente já tinha esse hábito, mas depois do projeto de educação financeira da escola eu percebi que ele ficou mais consciente. Além de deixar de ser consumista e passar a avaliar o preço dos produtos antes de comprar, ele agora se preocupa mais em guardar dinheiro. Ele está empenhado em comprar um drone e fazer uma viagem para Nova Iorque, então guarda todas as moedinhas no cofrinho”, completa.

As crianças aprendem rápido e são multiplicadoras. Com todo esse movimento acontecendo na escola, não tem como os pais não se deixarem contaminar por todos esses ensinamentos. E se engana quem acha que eles se limitam a apoiar o projeto. Eles participam dele junto com os filhos, e assim acabam aprendendo noções de educação financeira que levam à reorganização financeira da família como um todo.

“Os pais também se envolvem e aprendem bastante. Eu já incentivava o hábito de guardar moedinhas no cofrinho, mas não era nada muito sério. O projeto veio trazer informação pra gente também, porque a gente acaba sempre pecando em alguma coisa. Embora eu seja ′PhD′ em economia, percebi que tenho dificuldade de me organizar e separar as despesas do trabalho e as despesas de casa. Não me endividava, mas nunca conseguia ver o resultado do meu trabalho, nunca sobrava dinheiro. Comecei a aprender a lidar com isso depois de ir às palestras e acompanhar o conteúdo aprendido pelo meu filho na escola.”

Além de participar de palestras, os pais dos alunos do primeiro ano da Escola Estadual Luis Elias Attie recebem um material desenvolvido especialmente para eles para que aprendam noções de educação financeira e ajudem os filhos a dar continuidade ao trabalho feito em sala de aula dentro de casa.

O projeto de educação financeira foi implementado na escola estadual há um ano entre as turmas do primeiro ano do ensino fundamental, mas têm feito tanto sucesso ente alunos e professores que os docentes decidiram dar continuidade aos trabalhos no segundo ano.

As turmas de primeiro ano trabalham com um material desenvolvido pelo Grupo DSOP de Educação Financeira, que inclui apostilas para estudantes e seus responsáveis, assim como uma plataforma online com games direcionados aos alunos e cursos voltados para os pais. A consultoria prepara os professores e sugere um cronograma de aulas com uma gama variada de atividades.

O projeto ‘Sonhar, planejar, alcançar’ é desenvolvido na escola do Jardim Esmeralda pela professora de sala em parceira com a professora de educação física e a professora de educação artística. Em 2015, o colégio fez a árvore dos sonhos coletivos. As crianças desenharam o contorno de suas mãos em folhas de sulfite e dentro desenharam os sonhos de cada um. Algumas revelaram que sonhavam em comprar um tênis ou uma bicicleta, outras um carro ou uma casa para a mãe, e houve ainda quem sonhasse em fazer faculdade e ser jogador de futebol.

“Durante essa atividade, as professoras puderam explicar que para conquistar o que cada uma almeja para o futuro é necessário planejamento, seja para comprar uma casa ou uma bicicleta. Depois disso, todos fizeram um cofrinho de garrafa pet na aula de educação artística para começar o guardar o dinheiro deles”, conta a diretora Tânia Márcia Camargo.

Na vendinha organizada pelo corpo docente, os alunos aprenderam que é possível comprar um produto similar ao desejado por um preço menor e economizar, enquanto que na atividade da mochila, coordenada pela professora de educação física, as crianças assimilaram quais objetos que elas carregam são realmente necessários. Será, por exemplo, que os estudantes precisam ter tantas canetas coloridas?

Ana Rosa Vilches, diretora pedagógica da DSOP, lembra como alunos de uma escola privada parceira se mobilizaram para conquistar uma mesa de ping pong.

“Foi proposto um acordo entre a diretoria e os alunos. Para ganharem o benefício, eles teriam que colocar em prática os conceitos aprendidos em sala. Com isso, os estudantes passaram a economizar como podiam, mantendo ventiladores desligados para não gastar energia, fechando as torneiras do banheiro para não gastar água e até mesmo mantendo a limpeza do pátio durante o intervalo para que não houvesse tantos gastos com a compra de produtos de limpeza”.

Educação financeira, explica Viches, implica a adoção de hábitos sadios e não apenas a compreensão de números e planilhas. E a mudança de hábitos implica a participação e a cooperação dos pais. Por que a família que come pizzas todos os sábados não tenta comprar os ingredientes para fazer eles próprios fazerem um sanduíche ou um lanche mais elaborado? Atividades como essa tornam a criança mais consciente em relação ao desperdício, e o dinheiro que ele economiza na compra dos produtos pode ser usada para realizar um sonho!

A exemplo da Carla, mãe do Antônio, é importante que os pais participem da educação financeira dos filhos. As crianças levam para a vida muito das questões abordadas em sala de aula e trabalhadas dentro de casa sobre a relação com o dinheiro e o valor das coisas. O papel dos pais e da escola é mostrar o caminho.
por Mayara Moraes
Fonte: Brasil Econômico

Como consumidor pode reduzir juros do cartão de crédito?

Imagem: internet
Não se pode negar os benefícios do cartão de crédito, sendo uma ferramenta para compras e pagamentos de fácil utilização e bastante segura. Em função disto, já são quase 52 milhões de usuários, segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Contudo, por esse dado também esconde um risco, pois o uso incorreto dessa ferramenta pode proporcionar sérios riscos para os consumidores, principalmente quando ocorre o descontrole financeiro, pois muitos ainda não sabem o tão exorbitantemente altas que são as taxas de juros no crédito rotativo, que são os juros cobrados quando o usuário não consegue pagar 100% da despesa feita no cartão de crédito.

Enquanto o código civil diz por lei que juros devem ser de 1% ao mês, e assim, 12% ao ano, os cartões de crédito cobram segundo dados do Banco Central mostraram 449,1% ao ano. Sendo que os juros do rotativo subiram 5,2 pontos percentuais na passagem de fevereiro para março deste ano.

Isso faz com que muitos brasileiros não consigam pagar dívidas do cartão de crédito, sendo essa umas principais razões do descontrole financeiro, e o principal motivo para inclusão do nome no SPC. Com as taxas exorbitantes, a dívida vira uma bola de neve, crescendo de forma assustadora, tornando impossível sua quitação.

Contudo, existem saídas para essa situação, sendo que a principal é o uso consciente. Mas para quem já se perdeu na utilização, um bom caminho é uma ação revisional, que consiste na revisão da taxa de juros, da cobrança de juros sobre juros, tarifas e seguros.

Nessa situação o consumidor precisa buscar um advogado para iniciar uma ação de revisão dos valores legalmente, pois, nessa se deve contestar abusos, dentre outras práticas podem ser citadas ações abusivas, juros capitalizados e indexadores ilegais.

Já existem situações de obtenção de decisões favoráveis. Contudo, para reforçar o sucesso da ação de revisão de juros e taxas abusivas é importante que se elabore um laudo técnico, verificando as faturas dos últimos 5 anos, essa conta demonstrada matematicamente e reforçada com a apropriada base legal irá reduzir em muito sua dívida com os cartões de crédito.

Gilberto de Jesus da Rocha Bento Júnior é advogado, contabilista e sócio da Bento Jr. Advogados. Especializado em direito tributário, direito empresarial, direito processual, empreendedorismo e direito constitucional.
Fonte: Portal do Consumidor - maio/16

Está com o "nome sujo na praça"? Saiba como regularizar sua situação

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O Procon-SP dá todo o passo a passo sobre como limpar seu nome dos serviços de proteção ao crédito; confira as dicas

Em tempos de crise, muitas pessoas tornam-se inadimplentes. Só na cidade de São Paulo, dados da FecomercioSP mostram que, em abril, mais da metade das famílias estão endividadas. No País, são mais de 60 milhões de pessoas nesta situação, segundo a Serasa Experian. Se você teve seu “nome sujo” e deseja limpá-lo, o Brasil Econômico traz um passo a passo das ações necessárias para fazê-lo, baseado em dicas da Fundação Procon-SP.

As dicas traçam cenários diversos, possíveis para a inadimplência, e podem te ajudar a regularizar sua situação junto aos bancos, cartórios e serviços de proteção ao crédito. Veja. 

Cheques

Todos os cheques sem fundo são registrados no CCF (Centro de Emitentes de Cheques sem Fundo do Banco Central). Se o seu problema de endividamento for este, você deverá reaver o cheque em questão no local indicado pelo fornecedor – ou mesmo com o próprio fornecedor. Para tanto, deverá pagar o débito (valor grafado no cheque, correção monetária e juros de mora), gerando uma carta de anuência com firma reconhecida (que é a declaração de pagamento).

Depois disso, você deve entregar na agência bancária (de origem da conta): o documento de quitação de débito, a cópia do cheque que deu origem à ocorrência e a certidão negativa de protesto emitida pelo Cartório de Protesto da cidade onde possui a conta corrente. Você também precisará pagar uma taxa, já pré-estabelecida pelo Banco Central, para a respectiva baixa no CCF.

Cartório

Se o débito (desde que checado previamente) vier de nota promissória, duplicata, letra de câmbio ou cheque sem fundo estiver em cartório, você só precisará pagar o valor impresso na intimação, sem extras. Porém, caso o prazo estipulado na intimação esteja vencido, a dívida só poderá ser quitada junto ao credor. Se você não sabe qual o local de origem do protesto, basta procurar o distribuidor de protestos (cartório centralizador da capital) e solicitar uma busca.

Depois da quitação do pagamento, você deverá entregar os comprovantes com firma reconhecida (carta de anuência e/ou recibo de pagamento) no cartório onde o título foi protestado para que seja efetuada a baixa. O Procon-SP recomenda que você pergunte quanto tempo irá levar para o cancelamento do registro.

SPC ou Serasa

Após a quitação da dívida com o credor, este deverá contatar os cadastros de proteção ao crédito – como o SPC ou Serasa Experian - a fim de solicitar a exclusão do nome do consumidor.

O Procon-SP destaca que o nome do inadimplente não poderá ser enviado aos cadastros de proteção ao crédito se a dívida estiver sendo discutida judicialmente. Além disso, a pessoa deve ser sempre avisada previamente.

Uma vez quitada a dívida, o nome do inadimplente deve ser retirado do banco de dados imediatamente. Em caso de acordo, isto deverá acontecer a partir do pagamento da primeira parcela. Depois disso, para assegurar que o nome já está limpo, o consumidor deve tirar um extrato no cartório e no SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, além de uma certidão negativa.

Se o consumidor constatar que seu nome está na lista do Serasa ou do SPC por erro, deve procurar a instituição que consta como informante e solicitar o cancelamento. Se a inclusão for, comprovadamente, indevida e este fato resultar em algum prejuízo, o consumidor poderá pleitear judicialmente indenização por perdas e danos.

Além disso, as instituições de proteção ao crédito não podem fornecer ou manter em seus registros informações negativas referentes a período superior a cinco anos. Isso, porém, não significa que a dívida deixou de existir.
Fonte: Procon SP

Manter muitos cartões em tempos de juros altos é uma cilada

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Você abre a carteira e nem sabe qual cartão de crédito usar? Cuidado, pois ter muitos cartões traz riscos, como o descontrole financeiro.

“A pessoa acaba se endividando mais e usa o saldo de um cartão para pagar a fatura do outro, até as operadoras cortarem o crédito e a pessoa acabar diante de uma dívida muito grande”, afirmou Ezequiel Penteado, professor da IBE-FGV, especialista em Finanças, Contabilidade, Tributação e Gestão de Pessoas.

Ele fez ainda um alerta sobre os juros elevados do cartão de crédito – os maiores praticados no mercado. Em março, os juros médios chegaram a 432,24% ao ano, o maior nível desde outubro de 1995, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Quando você não paga o valor total da fatura, são estes os juros que a operadora te cobra.

Se você tem mais de um cartão de crédito e quer se organizar para ter apenas um, tente trocar as dívidas do cartão por dívidas de juros mais baratos, como as de empréstimo consignado ou bancário. “A pessoa troca uma dívida por outra, mas com juros menores e assim pode ter mais flexibilidade e um prazo maior para pagar”, afirmou o professor.

De acordo com ele, quando a pessoa é muito controlada e organizada, até pode ter dois cartões, para ter prazos diferentes de pagamento. “Mas é preciso ter um bom controle para não extrapolar (nos gastos)”, disse ele.

Existe uma situação que merece atenção redobrada: quando você tem interesse em fazer um financiamento em um banco diferente do seu, as instituições costumam te pressionar a abrir uma conta corrente e enviam um novo cartão de crédito. A prática é considerada venda casada e cabe reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor. Não justifica colocar mais um cartão na bolsa por pressão do banco.

Mas o perigo não é só esse. Quem tem o hábito de frequentar lojas de departamento já conhece uma abordagem típica dos vendedores: oferecem descontos e melhores condições de pagamento das peças se você fizer o cartão da loja. A grande cilada é que se você não ficar atenta às datas de vencimento, pode pagar juros absurdos. Além disso, a isca só serve para que você consuma mais do que realmente precisa. Na hora de repor alguma peça em seu armário, o melhor é pagar a vista, justamente para evitar o consumo por impulso. 

Se você está com dívidas, pense bem antes de solicitar novos cartões de crédito. Além de maior risco de endividamento, quem tem mais de um cartão deve levar em conta que pagará mais tarifas e anuidades, o que poderá aumentar a desorganização financeira.

Então, se você for uma pessoa com histórico de descontrole financeiro, o mais recomendado é colocar as contas em dia, fazer um bom planejamento de gastos e ter a menor quantidade possível de cartões de crédito. “Quem tem um bom controle financeiro não costuma ter mais de dois”, concluiu Penteado.
Fonte: Portal do Consumidor - 12/05/2016

Cartilha grátis traz dicas de consumidores para economizar

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Desemprego em alta, renda em baixa, economia em recessão. Nesse cenário, muitos brasileiros precisam cortar gastos antes considerados essenciais para não se endividarem. Para os que já estão endividados, é preciso apertar ainda mais o orçamento. 

A Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) ouviu mais de mil consumidores, que relataram o que têm feito para economizar e enfrentar a crise. As estratégias foram reunidas na cartilha "Dicas de Ouro para Você Economizar".

O material é gratuito e está disponível para download por meio do link: http://zip.net/bjrF9j (endereço encurtado e seguro). Para baixar o arquivo, é preciso informar nome, e-mail e CPF.

O UOL selecionou 10 dicas. Confira.

1. Avalie cada compra

Pense antes: você precisa mesmo disso? Se for comprar, compare o preço antes, em mais de três lugares. Use a internet também para procurar produtos com desconto.

2. Prefira pagar à vista

Prefira sempre comprar à vista para não se apertar no fim do mês. Se optar pelo parcelamento, fique atento aos juros. Evite pagar o valor mínimo do cartão de crédito ou entrar no cheque especial.

3. Pechinche

Sempre que possível, pechinche. Outra sugestão: faça a compra do mês em diferentes supermercados, aproveitando as promoções de cada um.

4. Resista às compras por impulso

Sempre que sobrar algum dinheiro, resista a fazer uma compra mesmo que dê para pagar. Compre apenas o necessário e poupe. Gastos inesperados não mandam aviso.

5. Crie metas para economizar

Para a família não entrar no vermelho, ou para sair dele, é preciso que cada um faça a sua parte. Crie metas de economia para gastos recorrentes, como conta de luz e de água, e tome medidas para a alcançá-las.

6. Desligue os aparelhos

Desligue todos os equipamentos eletrônicos de casa possíveis antes de sair para trabalhar (a geladeira não pode!).

7. Tire o carregador da tomada

Assim que terminar de recarregar o celular ou outros equipamentos, tire os carregadores da tomada.

8. Reaproveite a água

Reutilize a água da máquina de lavar, durante as trocas de água, para lavar o quintal ou dar descarga no banheiro.

9. Economize no lazer

Opte por programas de lazer mais econômicos, como passear em parques ao ar livre ou assistir a filmes em casa. Reduza passeios no shopping, cinemas, viagens ou comer na rua.

10. Pague-se primeiro

Estabeleça uma meta de poupança. Todo mês, assim que receber seu salário, separe um valor (por exemplo 15%) e guarde-o. Dê a este valor a mesma importância que você dá a uma conta que paga todos os meses. Desemprego em alta, renda em baixa, economia em recessão. Nesse cenário, muitos brasileiros precisam cortar gastos antes considerados essenciais para não se endividarem. Para os que já estão endividados, é preciso apertar ainda mais o orçamento.
Fonte: Uol

Sucesso nas compras: É correto dar mesada para os filhos?

Viver de maneira consciente e sustentável é um destes conceitos que devemos deixar para as gerações futuras
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Rio - Cada vez mais temos que estar atentos ao que ensinamos aos nossos filhos. E viver de maneira consciente e sustentável é um destes conceitos que devemos deixar para as gerações futuras.

As crianças são muito observadoras e seguem os exemplos que estão a sua volta. Então, não adianta falar para elas somente “o que fazer”. Temos todos que dar e servir de exemplo para que os pequenos possam absorver e compreender o ensinamento.

Normalmente, as crianças são criativas por natureza, amam tentar resolver problemas e contribuir com as famílias. Desafios e debates com seus filhos para eles lhe ajudarem a criar planos de economia e de recursos sempre dão certo.

Afinal, o exemplo sempre deve vir dos pais. Pais conscientes, filhos conscientes.

PERGUNTA E RESPOSTA

“Tenho preocupação em educar meus filhos para enfrentar dificuldades no futuro, principalmente economizar dinheiro e recursos naturais? Você tem alguma dica?”, Michele Oliveira, Barra da Tijuca

A conscientização de consumo deve ser feita desde cedo. As crianças, a partir dos 3 anos de idade, já podem e devem ser orientadas sobre o uso correto de dinheiro e recursos naturais. O uso do “cofrinho” aprendendo a economizar, a contagem do dinheiro, a troca de moedas por notas, o significado dos valores, a “mesada “justificada e controlada” são o início do ensinamento de como cuidar bem do dinheiro.

Não existem regras em relação à mesada, mas atenções se fazem necessárias. Uma boa forma de determinar valor é reparar no gasto habitual da criança e orientá-la para que o que ela ganhar dê para seu gasto e projetos futuros. A poupança deve ser incentivada. 
Outra ação que se deve ter é a valorização do ganho. Seu filho precisa ter consciência de que não é fácil ganhar dinheiro e por isto não se deve gastar sem planejamento. Até mesmo para se divertir. Administrar o que ele está ganhando periodicamente para que dure até a próxima vez que ele receber novamente é o primeiro passo para a educação financeira.

Uma das melhores maneiras de envolver as crianças na conservação e o uso correto de recursos naturais é falar sobre o que podem fazer. Quando sabem que estão ajudando a salvar o meio ambiente e proteger a vida animal, são mais propensos a manter esses hábitos. Vão sentir úteis e ajudando a salvar o planeta.
Por Marco Quintarelli
Fonte: O Dia Online